SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015
É considerada medida de controle na rotina da vigilância epidemiológica da meningite meningocócica:
Meningite meningocócica: Quimioprofilaxia para contatos próximos (domiciliares, creches, quartéis) é a principal medida de controle.
A quimioprofilaxia é a medida de controle mais eficaz na rotina da vigilância epidemiológica da meningite meningocócica, visando interromper a transmissão em contatos próximos. Ela é indicada para contatos domiciliares e de ambientes coletivos onde a transmissão é facilitada, como creches e quartéis.
A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma doença grave com alto potencial de transmissão e mortalidade. A vigilância epidemiológica desempenha um papel crucial no controle de sua disseminação. Uma das medidas mais importantes e rotineiramente empregadas é a quimioprofilaxia para contatos próximos do caso índice. Esta estratégia visa erradicar o meningococo da nasofaringe dos portadores assintomáticos, interrompendo a cadeia de transmissão e prevenindo novos casos. A indicação da quimioprofilaxia é rigorosa e baseada no grau de exposição. Contatos domiciliares, pessoas que compartilham o mesmo dormitório ou sala de aula em creches e escolas, e profissionais de saúde que tiveram contato direto com secreções respiratórias do paciente são os principais alvos. Medicamentos como rifampicina, ciprofloxacino e ceftriaxona são utilizados, com a escolha dependendo de fatores como idade e possíveis contraindicações. A administração deve ser feita o mais rapidamente possível após a identificação do caso. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam a importância e os critérios para a quimioprofilaxia, evitando tanto a subutilização (que pode levar a novos casos) quanto a superutilização (que pode gerar resistência e efeitos adversos desnecessários). A vacinação contra o meningococo também é uma medida preventiva primária essencial, mas a quimioprofilaxia continua sendo a principal ferramenta de controle para contatos em surtos e casos isolados.
A quimioprofilaxia é indicada para contatos próximos do caso índice, incluindo contatos domiciliares, pessoas que compartilham o mesmo dormitório ou sala de aula em creches/escolas, e profissionais de saúde com exposição direta a secreções respiratórias.
Os medicamentos de escolha para quimioprofilaxia incluem rifampicina, ciprofloxacino e ceftriaxona, com a escolha dependendo da idade, condição do paciente e considerações de resistência local.
A quimioprofilaxia em massa não é recomendada devido ao risco de desenvolvimento de resistência bacteriana, efeitos adversos e à ineficácia em controlar a doença em larga escala, sendo mais eficaz focar nos contatos de alto risco.
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