Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Uma criança de 3 anos foi diagnosticada com meningite meningocócica. Seus sintomas iniciaram-se havia 3 dias com febre, irritabilidade e vômitos. Embora frequentasse creche, havia uma semana que estava ausente. Seus pais e um irmão de 8 anos permaneceram todo o tempo em casa nesse período. A família mora em um prédio condominial com 3 apartamentos vizinhos. O médico que a atendeu usava equipamentos de proteção individual.Nesse caso clínico, além dos cuidados com a criança diagnosticada, deve-se administrar quimioprofilaxia com rifampicina para
Meningite meningocócica: quimioprofilaxia para contatos íntimos/domiciliares (ex: pais, irmãos).
A quimioprofilaxia para meningite meningocócica é indicada para contatos próximos e íntimos do caso índice, geralmente aqueles que compartilham o mesmo domicílio ou tiveram contato direto com secreções respiratórias. Vizinhos e o médico com EPI não se enquadram nessa definição de contato de alto risco.
A meningite meningocócica, causada pela Neisseria meningitidis, é uma infecção bacteriana grave que requer atenção rápida tanto para o paciente quanto para seus contatos. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e a identificação e profilaxia dos contatos próximos são cruciais para prevenir surtos secundários. A quimioprofilaxia é recomendada para indivíduos que tiveram contato íntimo com o caso índice, ou seja, aqueles que compartilham o mesmo domicílio, parceiros sexuais, ou que foram expostos diretamente às secreções respiratórias do paciente (ex: ressuscitação boca a boca). O objetivo é erradicar o estado de portador assintomático na nasofaringe, reduzindo o risco de transmissão. A rifampicina é o agente de escolha mais comum para a profilaxia, administrada por via oral. Outras opções incluem ciprofloxacino (para adultos não gestantes) e ceftriaxona (para gestantes e crianças pequenas). É fundamental que a profilaxia seja iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 24 horas após o diagnóstico do caso índice. Contatos casuais, como vizinhos ou profissionais de saúde que utilizaram EPI adequado, geralmente não necessitam de quimioprofilaxia.
A quimioprofilaxia é indicada para contatos íntimos e próximos do paciente, como membros da família que compartilham o mesmo domicílio, parceiros sexuais e pessoas expostas diretamente a secreções respiratórias do paciente.
A rifampicina é o medicamento mais comumente utilizado para a quimioprofilaxia, administrada por via oral. Outras opções incluem ciprofloxacino (para adultos) e ceftriaxona (para gestantes e crianças).
O uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) protege o profissional de saúde da exposição a gotículas respiratórias, eliminando a necessidade de quimioprofilaxia, a menos que haja uma falha na proteção.
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