HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Uma criança de 2 anos de idade apresenta história de febre alta, falta de apetite e irritabilidade há dois dias. A mãe informou que a vacinação está completa e que, pela manhã, surgiram petéquias no corpo do paciente. Ao exame físico, apresentava rigidez de nuca. A bacterioscopia do líquor mostrou a presença de meningococos. Considerando o período de transmissão da infecção e o fato de o paciente ter um irmão de 4 anos de idade, assinale a alternativa que corresponde melhor conduta para a proteção dos contactantes em casa.
Meningite meningocócica: Contactantes intradomiciliares → Quimioprofilaxia com rifampicina o quanto antes.
Em casos de meningite meningocócica, a quimioprofilaxia é indicada para todos os contactantes intradomiciliares, independentemente do status vacinal, e deve ser iniciada o mais rápido possível, sendo a rifampicina um dos esquemas mais utilizados.
A meningite meningocócica, causada pela bactéria *Neisseria meningitidis*, é uma infecção grave e potencialmente fatal, caracterizada por alta transmissibilidade, especialmente em ambientes fechados. A doença pode evoluir rapidamente para sepse e choque, com alta morbidade e mortalidade. A identificação precoce e a instituição de medidas de controle são cruciais para limitar a propagação. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias de pessoas colonizadas (portadores assintomáticos) ou doentes. O período de transmissibilidade dura enquanto o meningococo estiver presente na nasofaringe, geralmente até 24 horas após o início da antibioticoterapia eficaz. A quimioprofilaxia é uma medida fundamental para proteger os contactantes próximos, visando erradicar a colonização nasofaríngea e prevenir o desenvolvimento da doença. A quimioprofilaxia é recomendada para contactantes intradomiciliares, creches, escolas e profissionais de saúde com exposição direta às secreções respiratórias do paciente. As opções incluem rifampicina (por 2 dias), ceftriaxona (dose única) ou ciprofloxacino (dose única, para adultos). A escolha depende da idade e contraindicações. É vital que a profilaxia seja administrada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 24 horas após o diagnóstico do caso índice, para ser eficaz.
São considerados contactantes de alto risco pessoas que tiveram contato íntimo e prolongado com o paciente, como moradores da mesma casa, parceiros sexuais, colegas de creche/escola e profissionais de saúde com exposição direta às secreções respiratórias sem proteção adequada.
As opções de quimioprofilaxia incluem rifampicina (por dois dias, via oral), ceftriaxona (dose única, intramuscular) ou ciprofloxacino (dose única, via oral, para adultos). A escolha depende da idade do contactante e de possíveis contraindicações.
Não, a vacinação não confere proteção imediata após a exposição. Embora a vacina seja crucial para a prevenção a longo prazo da doença meningocócica, a quimioprofilaxia é a medida indicada para erradicar a colonização nasofaríngea e prevenir o desenvolvimento da doença nos contactantes já expostos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo