Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Homem, 22 anos, sem antecedentes mórbidos, apresenta, há 48 horas, febre alta, prostração, cefaleia, vômitos e pequenas manchas violáceas na pele, disseminadas pelo corpo, que rapidamente têm aumentado em densidade. Na admissão hospitalar, o paciente se apresenta em mau estado geral, sonolento, com confusão mental e Glasgow = 13. Exame físico: pressão arterial = 100 x 60 mmHg, FC = 112 bpm, T axilar = 39 o C, ausculta pulmonar limpa, ausculta cardíaca normal, petéquias violáceas disseminadas pelo tronco e membros; presença de rigidez de nuca ao exame neurológico. O agente etiológico mais provavelmente envolvido no caso é
Febre alta + petéquias/púrpura + rigidez de nuca + choque = Meningococcemia/Meningite Meningocócica.
O quadro clínico de febre alta, prostração, cefaleia, vômitos, rigidez de nuca e, crucialmente, lesões cutâneas petequiais/violáceas que progridem rapidamente, sugere fortemente meningococcemia com ou sem meningite, causada pela Neisseria meningitidis.
A meningite meningocócica e a meningococcemia são infecções graves causadas pela bactéria Neisseria meningitidis, com alta morbidade e mortalidade. A doença é caracterizada por um início súbito e rápida progressão, sendo uma emergência médica. A epidemiologia mostra que a doença pode ocorrer em surtos, afetando principalmente crianças e adolescentes, mas também adultos jovens. O quadro clínico típico inclui febre alta, cefaleia intensa, vômitos, prostração e sinais de irritação meníngea, como rigidez de nuca, Kernig e Brudzinski positivos. Um achado crucial e altamente sugestivo de meningococcemia é o exantema petequial ou purpúrico, que pode evoluir rapidamente para púrpura fulminans, indicando coagulação intravascular disseminada e choque séptico. A alteração do nível de consciência e a hipotensão são sinais de gravidade. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com hemoculturas e cultura ou PCR do líquido cefalorraquidiano (LCR). O tratamento deve ser iniciado imediatamente com antibióticos intravenosos de amplo espectro, como a ceftriaxona, mesmo antes da confirmação laboratorial, devido à rápida deterioração do paciente. A profilaxia de contatos próximos com rifampicina ou ciprofloxacino é fundamental para controlar a disseminação da doença.
Sinais de alerta incluem febre alta súbita, cefaleia intensa, rigidez de nuca, vômitos, fotofobia, alteração do nível de consciência e, principalmente, o surgimento rápido de petéquias ou púrpura na pele.
A conduta inicial é uma emergência médica, exigindo antibioticoterapia empírica intravenosa imediata (ex: ceftriaxona) após coleta de hemoculturas, mesmo antes da punção lombar, devido à rápida progressão da doença.
A presença de lesões cutâneas petequiais ou purpúricas que progridem rapidamente, associadas a sinais de sepse e síndrome meníngea, é altamente sugestiva de meningococcemia, diferenciando-a de outras causas de meningite ou sepse.
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