UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Pré-escolar deu entrada na emergência com cefaleia, febre e vômitos. Ao exame físico: rigidez de nuca e toxemiado. Após punção liquórica, você faz diagnóstico de meningite meningocócica. A melhor conduta é:
Meningite meningocócica → Ceftriaxona (erradica colonização) + Profilaxia comunicantes com Rifampicina em 24h.
O tratamento da meningite meningocócica em pré-escolares é feito com Ceftriaxona, que além de tratar a infecção, erradica a colonização nasofaríngea. A profilaxia dos comunicantes deve ser iniciada em até 24 horas com Rifampicina, exceto para o caso-índice, que já está sendo tratado com Ceftriaxona.
A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma infecção grave das meninges que requer diagnóstico e tratamento rápidos. É particularmente preocupante em crianças, onde pode evoluir rapidamente para complicações sérias, incluindo sequelas neurológicas permanentes ou óbito. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e a doença pode se apresentar com febre, cefaleia, vômitos, rigidez de nuca e sinais de toxemia. O diagnóstico é confirmado pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) após punção liquórica. Uma vez confirmada a suspeita ou o diagnóstico de meningite meningocócica, o tratamento antibiótico deve ser iniciado imediatamente. A Ceftriaxona é o antibiótico de escolha devido à sua eficácia contra a Neisseria meningitidis e sua capacidade de penetrar bem no LCR. Além de tratar a infecção, a Ceftriaxona tem a vantagem de erradicar a colonização nasofaríngea do paciente, reduzindo o risco de transmissão. Um aspecto crucial no manejo da meningite meningocócica é a profilaxia dos comunicantes. Pessoas que tiveram contato próximo com o paciente devem receber quimioprofilaxia para prevenir a doença. A Rifampicina é o fármaco mais comumente utilizado para essa finalidade e deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente dentro de 24 horas do diagnóstico do caso-índice. É importante ressaltar que o caso-índice, se tratado com Ceftriaxona, não necessita de profilaxia adicional com Rifampicina, pois a Ceftriaxona já cumpre o papel de erradicar a colonização.
Em pré-escolares, a meningite meningocócica pode se manifestar com febre alta, cefaleia intensa, vômitos, irritabilidade, prostração e sinais meníngeos como rigidez de nuca. A toxemia é um sinal de gravidade.
O tratamento de primeira linha é a Ceftriaxona intravenosa, um antibiótico betalactâmico de terceira geração. É eficaz contra Neisseria meningitidis e, crucialmente, erradica a colonização nasofaríngea, prevenindo a transmissão.
A quimioprofilaxia deve ser administrada a comunicantes próximos (contato domiciliar, creche, escola) do caso-índice, idealmente nas primeiras 24 horas após o diagnóstico. A Rifampicina é a droga de escolha, mas Ceftriaxona ou Ciprofloxacino podem ser usados em adultos.
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