IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
A meningite eosinofílica é definida como a pleiocitose eosinofílica do líquor (mais de 10 eosinófilos/mm³ de líquor) e a causa mais comum, em todo o mundo, é a infecção do sistema nervoso central (SNC) por helmintos. Sobre tal patologia, assinale a alternativa correta.
Meningite eosinofílica helmíntica: sintomas surgem 1-3 semanas pós-exposição devido à migração larval.
A meningite eosinofílica, frequentemente causada por helmintos como Angiostrongylus cantonensis, apresenta um período de incubação de 1 a 3 semanas, correspondendo ao tempo necessário para a migração das larvas do trato gastrointestinal até o sistema nervoso central, onde desencadeiam a resposta inflamatória.
A meningite eosinofílica é uma condição rara, definida pela presença de mais de 10 eosinófilos/mm³ no líquor, ou mais de 10% da contagem total de leucócitos no líquor. A causa mais comum globalmente é a infecção por helmintos, destacando-se Angiostrongylus cantonensis, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Outras causas incluem neurocisticercose, gnathostomíase e toxocaríase. As manifestações clínicas, como cefaleia, febre, rigidez de nuca e parestesias, geralmente surgem de 1 a 3 semanas após a exposição ao parasita. Esse período corresponde ao tempo de migração das larvas do trato gastrointestinal até o sistema nervoso central, onde provocam uma intensa resposta inflamatória. O tratamento é complexo e frequentemente sintomático, com uso de analgésicos e, crucialmente, corticosteroides para modular a resposta inflamatória e aliviar os sintomas. Anti-helmínticos podem ser usados, mas com cautela, pois a morte maciça dos parasitas pode exacerbar a inflamação. O prognóstico varia conforme o agente etiológico e a gravidade da infecção, sendo muitas vezes autolimitado em casos de Angiostrongylus cantonensis.
As principais causas incluem infecções por helmintos como Angiostrongylus cantonensis, Gnathostoma spinigerum e cisticercose. Outras causas menos comuns são reações a shunts ventriculoperitoneais, medicamentos e doenças neoplásicas.
O diagnóstico é feito pela análise do líquor, que revela pleiocitose com mais de 10 eosinófilos/mm³ ou mais de 10% da contagem total de leucócitos. Exames de imagem e sorologia para parasitas podem auxiliar na identificação do agente etiológico.
Os esteroides são cruciais no tratamento da meningite eosinofílica para modular a resposta inflamatória no SNC, reduzir o edema e aliviar os sintomas, como cefaleia e dor radicular, que podem ser intensos devido à migração dos parasitas.
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