Meningite Criptocócica no HIV: Indução e Manejo da PIC

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Paciente masculino, 38 anos, com diagnóstico de infecção pelo HIV há três semanas e contagem de linfócitos CD4 inicial de 28 células/mm³. Iniciou terapia antirretroviral (TARV) com o esquema tenofovir, lamivudina e dolutegravir há 14 dias. Evolui há 48 horas com cefaleia holocraniana de forte intensidade, vômitos em jato e episódios de desorientação temporo-espacial. Ao exame físico, apresenta-se sonolento (Escala de Coma de Glasgow de 13), com rigidez de nuca presente e sem déficits motores focais. A fundoscopia revela edema de papila bilateral. Realizou tomografia de crânio sem contraste, que não evidenciou lesões expansivas, desvios de linha média ou hidrocefalia obstrutiva. Procedeu-se à punção lombar, que revelou pressão de abertura de 45 cmH2O. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) demonstrou 15 leucócitos/mm³ (com 85% de linfócitos), proteínas de 95 mg/dL, glicose de 25 mg/dL e presença de estruturas leveduriformes encapsuladas no teste da Tinta da China. Diante do quadro clínico e laboratorial apresentado, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Manter a TARV e iniciar Anfotericina B desoxicolato associada a Dexametasona precocemente para reduzir o processo inflamatório da reconstituição imune.
  2. B) Suspender a terapia antirretroviral imediatamente, iniciar Fluconazol em altas doses e prescrever Acetazolamida para controle da pressão intracraniana.
  3. C) Realizar drenagem ventricular externa de urgência e iniciar terapia de indução com Anfotericina B associada a Flucitosina.
  4. D) Iniciar Anfotericina B lipossomal associada a Flucitosina e realizar punções lombares de alívio repetidas conforme a pressão intracraniana.

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