Meningite Criptocócica: Diagnóstico em Pacientes Imunossuprimidos

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente imunossuprimido com quadro subagudo de cefaleia, febre e alteração do estado mental é causado a uma punção lombar que revela pleocitose linfocítica, proteínas elevadas e glicose reduzida. Qual é o agente etiológico mais provável?

Alternativas

  1. A) Neisseria meningitidis
  2. B) Cryptococcus neoformans
  3. C) Mycobacterium tuberculosis
  4. D) Listeria monocytogenes

Pérola Clínica

Imunossuprimido + Meningite subaguda + Líquor linfocítico/glicose ↓/proteína ↑ → Cryptococcus neoformans.

Resumo-Chave

Em pacientes imunossuprimidos, especialmente com quadro subagudo e achados liquóricos de pleocitose linfocítica, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia, a meningite criptocócica é altamente provável. O Cryptococcus neoformans é um fungo oportunista comum nesses pacientes.

Contexto Educacional

A meningite em pacientes imunossuprimidos representa um desafio diagnóstico e terapêutico, pois os agentes etiológicos e a apresentação clínica podem ser atípicos. Entre as causas mais comuns de meningite subaguda ou crônica nesse grupo, o Cryptococcus neoformans, um fungo encapsulado, destaca-se como um patógeno oportunista frequente, especialmente em indivíduos com HIV/AIDS, transplantados ou em uso de imunossupressores. A importância clínica reside na alta morbidade e mortalidade se não for diagnosticada e tratada precocemente. A apresentação clínica da meningite criptocócica é frequentemente subaguda, com cefaleia, febre baixa, náuseas, vômitos e alterações do estado mental que evoluem ao longo de dias a semanas. Os achados do líquor são cruciais para o diagnóstico: tipicamente, observa-se pleocitose linfocítica (embora possa ser mínima em pacientes com imunossupressão grave), proteínas elevadas e glicose reduzida (hipoglicorraquia). A suspeita deve ser alta em qualquer paciente imunossuprimido com sintomas neurológicos e este perfil liquórico. O diagnóstico específico é confirmado pela detecção do antígeno criptocócico no líquor (teste rápido e sensível), cultura do líquor para fungos ou visualização das leveduras encapsuladas na coloração de tinta da China. O tratamento é bifásico, iniciando com uma fase de indução agressiva (geralmente anfotericina B lipossomal + flucitosina) seguida por uma fase de consolidação e manutenção com fluconazol. O prognóstico depende da gravidade da imunossupressão e da prontidão do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados típicos do líquor na meningite criptocócica?

O líquor na meningite criptocócica geralmente mostra pleocitose linfocítica, proteínas elevadas e glicose reduzida, embora a pleocitose possa ser mínima em imunossuprimidos graves.

Como é feito o diagnóstico específico da meningite por Cryptococcus neoformans?

O diagnóstico é feito pela detecção do antígeno criptocócico no líquor (teste rápido e sensível), cultura do líquor para fungos, ou visualização de leveduras encapsuladas na coloração de tinta da China.

Qual o tratamento inicial para meningite criptocócica em imunossuprimidos?

O tratamento inicial consiste em anfotericina B lipossomal combinada com flucitosina por duas semanas, seguida por fluconazol para consolidação e manutenção.

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