Meningite Bacteriana Pediátrica: Diagnóstico e Profilaxia

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de 6 meses de vida apresenta febre, vômitos e abaulamento de fontanela, com líquido cefalorraquidiano indicando proteína > 150 mg/dL, glicose de 1/3 da glicemia e leucócitos > 1.000/mm³. Quanto ao diagnóstico e ao tratamento desse paciente, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Trata-se de meningoencefalite viral e é recomendado início de aciclovir.
  2. B) Trata-se de meningite bacteriana e, por causa da idade do paciente, deve-se incluir cobertura para Listeria monocytogenes.
  3. C) A quimioprofilaxia dos contactantes deve ser instituída se identificados meningite por Haemophilus influenzae e pneumococo.
  4. D) A quimioprofilaxia dos contactantes pode ser realizada com rifampicina e, alternativamente, com ceftriaxona.
  5. E) O uso de corticoide está indicado em pacientes que não apresentaram resposta após 24 horas do início do aciclovir.

Pérola Clínica

Meningite bacteriana em lactente: LCR com ↑proteína, ↓glicose, ↑leucócitos (>1000/mm³). Quimioprofilaxia contactantes: rifampicina ou ceftriaxona.

Resumo-Chave

O perfil do LCR (proteína > 150 mg/dL, glicose < 1/3 da glicemia, leucócitos > 1.000/mm³) é altamente sugestivo de meningite bacteriana. A quimioprofilaxia para contactantes é crucial para prevenir a disseminação, especialmente para *H. influenzae* e *N. meningitidis*, e pode ser feita com rifampicina ou ceftriaxona.

Contexto Educacional

A meningite bacteriana em lactentes é uma emergência médica com alta morbimortalidade. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais. A doença é caracterizada por sinais e sintomas inespecíficos em crianças pequenas, como febre, vômitos e abaulamento de fontanela, exigindo alta suspeição clínica. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) é fundamental para o diagnóstico diferencial. Na meningite bacteriana, o LCR tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de neutrófilos, hiperproteinorraquia e hipoglicorraquia. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta do LCR, cobrindo os patógenos mais comuns para a faixa etária, como *Streptococcus pneumoniae*, *Neisseria meningitidis* e, em menores de 3 meses, *Listeria monocytogenes*. A quimioprofilaxia dos contactantes é uma medida importante de saúde pública para prevenir a disseminação da doença, especialmente em casos de meningite por *Haemophilus influenzae* tipo b e *Neisseria meningitidis*. A rifampicina e a ceftriaxona são as drogas de escolha, com esquemas específicos de acordo com o agente e a idade. O uso de corticoides (dexametasona) é controverso em lactentes, mas pode ser considerado em casos selecionados para reduzir sequelas neurológicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados no LCR que sugerem meningite bacteriana em lactentes?

Os achados clássicos incluem proteína elevada (>150 mg/dL), glicose reduzida (<1/3 da glicemia sérica) e pleocitose significativa (>1000 leucócitos/mm³), com predomínio de neutrófilos.

Quando a quimioprofilaxia é indicada para contactantes de pacientes com meningite bacteriana?

A quimioprofilaxia é indicada para contactantes próximos de casos de meningite por *Haemophilus influenzae* tipo b e *Neisseria meningitidis* para prevenir a transmissão secundária.

Quais são as opções de medicamentos para a quimioprofilaxia da meningite bacteriana?

As opções incluem rifampicina (oral, por 2 dias) ou ceftriaxona (dose única intramuscular), dependendo do agente etiológico e da idade do contactante.

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