AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
A meningite bacteriana resulta da disseminação hematogênica de microorganismos de um local distante de infecção. Os sinais e sintomas dependem da idade do paciente e da duração da doença. Sobre a meningite bacteriana na infância, analise as afirmativas abaixo.I. – Em lactentes menores de 60 dias de vida o tratamento antimicrobiano inicial deve ser realizado com ampicilina + cefalosporina de III geração.II. – A meningite meningocócica tem melhor prognóstico.III. – O uso de esteroides no tratamento de meningite em crianças não reduz a taxa de mortalidade. Sobre esta situação selecione a opção correta.
Meningite < 60 dias → Ampicilina + Cefalosporina III. Meningocócica = melhor prognóstico. Dexametasona: benefício na mortalidade geral é debatido.
O tratamento empírico da meningite bacteriana em lactentes jovens (< 60 dias) deve cobrir patógenos como GBS, E. coli e Listeria, justificando a combinação de ampicilina e cefalosporina de III geração. O prognóstico varia conforme o agente, sendo o meningococo geralmente associado a desfechos mais favoráveis. O papel dos esteroides na mortalidade geral é controverso.
A meningite bacteriana na infância é uma emergência médica com alta morbimortalidade, exigindo diagnóstico e tratamento rápidos. A epidemiologia varia com a idade, sendo Streptococcus agalactiae, E. coli e Listeria monocytogenes comuns em neonatos e lactentes jovens, enquanto Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis predominam em crianças maiores. O reconhecimento precoce de sinais e sintomas inespecíficos em lactentes é crucial para um desfecho favorável. O tratamento empírico deve ser guiado pela idade e perfil de resistência local. Em lactentes menores de 60 dias, a combinação de ampicilina e uma cefalosporina de terceira geração (como cefotaxima ou ceftriaxona) é padrão para cobrir os patógenos mais comuns, incluindo Listeria. A meningite meningocócica, embora grave, frequentemente tem um prognóstico melhor do que a pneumocócica, especialmente com tratamento adequado. O uso de dexametasona adjuvante é um ponto importante. Ela é recomendada para reduzir sequelas neurológicas, como perda auditiva, em meningite por Haemophilus influenzae tipo b e Streptococcus pneumoniae em crianças acima de 6 semanas. Contudo, seu impacto na mortalidade geral em todas as etiologias de meningite bacteriana pediátrica é mais debatido e não universalmente comprovado, o que pode levar a interpretações variadas em questões de prova.
Os principais agentes são Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes, que justificam a cobertura empírica com ampicilina e cefalosporina de III geração.
A dexametasona é recomendada para reduzir sequelas neurológicas, especialmente em meningite por Haemophilus influenzae tipo b e pneumococo, mas seu benefício na mortalidade geral é controverso e não se aplica a todas as etiologias.
A meningite meningocócica, quando tratada precocemente, geralmente apresenta um prognóstico mais favorável em comparação com outras etiologias bacterianas, como a pneumocócica, embora ainda possa ser grave.
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