Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
Paciente de 8 anos, previamente hígido com quadro iniciado há cerca de 8h com febre de 38,S º C e vômitos em jato. No exame físico da emergência são notados além dos sintomas descritos, rigidez de nuca terminal e petéquias em membros inferiores até 1/3 médio de pernas. A sequência mais correta de manejo do paciente, considerando a principal hipótese diagnóstica é:
Suspeita de meningite bacteriana com petéquias → ATB empírico IMEDIATO pós-acesso, precaução de gotículas e quimioprofilaxia.
A presença de petéquias em um quadro de meningite sugere fortemente meningococcemia, uma emergência médica que exige antibioticoterapia empírica imediata após acesso venoso, antes mesmo da punção lombar, para reduzir mortalidade e sequelas. Medidas de controle de infecção e quimioprofilaxia são cruciais.
A meningite bacteriana é uma emergência pediátrica grave, com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. Em crianças, a etiologia mais comum varia com a idade, mas Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b são os principais patógenos. A presença de petéquias é um sinal de alerta para meningococcemia, uma forma grave da doença. O diagnóstico clínico é baseado em febre, vômitos, irritabilidade, rigidez de nuca e, em casos graves, petéquias ou púrpura. A conduta inicial é crítica e deve priorizar a estabilização do paciente e o início da antibioticoterapia empírica o mais rápido possível, idealmente dentro da primeira hora após a suspeita. A punção lombar para coleta de líquor é fundamental para o diagnóstico etiológico, mas não deve atrasar o tratamento. Após o início do antibiótico, o paciente deve ser internado em quarto com precaução de gotículas para evitar a transmissão. A quimioprofilaxia para contactantes próximos (familiares, creche) é essencial, especialmente em casos de meningite meningocócica, para prevenir a disseminação da doença. O tratamento precoce e adequado é a chave para minimizar as sequelas neurológicas e salvar vidas.
A presença de petéquias sugere meningococcemia, uma infecção fulminante. A antibioticoterapia precoce é crucial para melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade, e não deve ser atrasada pela realização de exames complementares, que podem ser feitos após a primeira dose.
Para meningite bacteriana, especialmente a meningocócica, são necessárias precauções de gotículas, incluindo o uso de máscara cirúrgica por profissionais de saúde e o isolamento do paciente em quarto privativo, além da quimioprofilaxia para contactantes próximos.
A escolha do antibiótico empírico depende da idade e do perfil epidemiológico local, mas geralmente inclui uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona ou cefotaxima), com ou sem vancomicina, para cobrir os principais patógenos como N. meningitidis, S. pneumoniae e H. influenzae.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo