Meningite Bacteriana Pediátrica: Manejo Urgente e Antibioticoterapia

Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 8 anos, previamente hígido com quadro iniciado há cerca de 8h com febre de 38,S º C e vômitos em jato. No exame físico da emergência são notados além dos sintomas descritos, rigidez de nuca terminal e petéquias em membros inferiores até 1/3 médio de pernas. A sequência mais correta de manejo do paciente, considerando a principal hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Oxigenioterapia, acesso venoso, antitérmico, punção lombar, tomografia de crânio
  2. B) Acesso venoso, primeira dose de antibioticoterapia, internação em quarto com precaução de gotículas, quimioprofilaxia de contactantes
  3. C) Punção lombar, tomografia de crânio, antibioticoterapia, quimioprofilaxia de contactantes
  4. D) Antitérmico, oxigenioterapia, acesso venoso, tomografia de crânio, punção lombar, antibioticoterapia, quimioprofilaxia de contactantes

Pérola Clínica

Suspeita de meningite bacteriana com petéquias → ATB empírico IMEDIATO pós-acesso, precaução de gotículas e quimioprofilaxia.

Resumo-Chave

A presença de petéquias em um quadro de meningite sugere fortemente meningococcemia, uma emergência médica que exige antibioticoterapia empírica imediata após acesso venoso, antes mesmo da punção lombar, para reduzir mortalidade e sequelas. Medidas de controle de infecção e quimioprofilaxia são cruciais.

Contexto Educacional

A meningite bacteriana é uma emergência pediátrica grave, com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. Em crianças, a etiologia mais comum varia com a idade, mas Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b são os principais patógenos. A presença de petéquias é um sinal de alerta para meningococcemia, uma forma grave da doença. O diagnóstico clínico é baseado em febre, vômitos, irritabilidade, rigidez de nuca e, em casos graves, petéquias ou púrpura. A conduta inicial é crítica e deve priorizar a estabilização do paciente e o início da antibioticoterapia empírica o mais rápido possível, idealmente dentro da primeira hora após a suspeita. A punção lombar para coleta de líquor é fundamental para o diagnóstico etiológico, mas não deve atrasar o tratamento. Após o início do antibiótico, o paciente deve ser internado em quarto com precaução de gotículas para evitar a transmissão. A quimioprofilaxia para contactantes próximos (familiares, creche) é essencial, especialmente em casos de meningite meningocócica, para prevenir a disseminação da doença. O tratamento precoce e adequado é a chave para minimizar as sequelas neurológicas e salvar vidas.

Perguntas Frequentes

Por que a antibioticoterapia deve ser iniciada antes da punção lombar em casos de suspeita de meningite com petéquias?

A presença de petéquias sugere meningococcemia, uma infecção fulminante. A antibioticoterapia precoce é crucial para melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade, e não deve ser atrasada pela realização de exames complementares, que podem ser feitos após a primeira dose.

Quais são as principais medidas de controle de infecção para meningite bacteriana?

Para meningite bacteriana, especialmente a meningocócica, são necessárias precauções de gotículas, incluindo o uso de máscara cirúrgica por profissionais de saúde e o isolamento do paciente em quarto privativo, além da quimioprofilaxia para contactantes próximos.

Quais antibióticos são recomendados para a antibioticoterapia empírica inicial da meningite bacteriana em crianças?

A escolha do antibiótico empírico depende da idade e do perfil epidemiológico local, mas geralmente inclui uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona ou cefotaxima), com ou sem vancomicina, para cobrir os principais patógenos como N. meningitidis, S. pneumoniae e H. influenzae.

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