AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Lactente de 2 meses com história de vômitos, recusa alimentar e irritabilidade é levado ao pronto-socorro. O exame físico mostra palidez, febre e abaulamento da fontanela anterior. A coleta de líquido cefalorraquidiano mostrou como resultados: celularidade – 340 com 82% de polimorfonucleares; proteínas – 280 mg/dL; glicose – 26 mg/dL. A glicemia no momento da punção lombar foi 284 mg/dL. Qual é o agente etiológico mais provável dessa meningite?
Lactente < 3 meses com LCR bacteriano (polimorfonucleares ↑, glicose ↓) → E. coli, S. agalactiae, L. monocytogenes.
Em lactentes menores de 3 meses com meningite bacteriana, os agentes etiológicos mais comuns são Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. Os achados do LCR (pleocitose com predomínio de polimorfonucleares, hiperproteinorraquia e hipoglicorraquia) são clássicos de infecção bacteriana.
A meningite bacteriana em lactentes é uma emergência pediátrica grave, com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. Em lactentes menores de 3 meses, o espectro de agentes etiológicos difere de outras faixas etárias, sendo dominado por patógenos como Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. A suspeita clínica é crucial, pois os sintomas podem ser sutis e inespecíficos, como irritabilidade, recusa alimentar, vômitos e febre. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) é fundamental para o diagnóstico. Achados típicos de meningite bacteriana incluem pleocitose com predomínio de polimorfonucleares, níveis elevados de proteínas (hiperproteinorraquia) e níveis baixos de glicose (hipoglicorraquia), com uma relação glicose LCR/sérica inferior a 0,4. A cultura do LCR é essencial para identificar o agente específico e guiar a terapia antimicrobiana direcionada. O tratamento deve ser iniciado empiricamente o mais rápido possível, geralmente com uma combinação de antibióticos que cubram os patógenos mais prováveis para a faixa etária, como ampicilina e cefotaxima ou gentamicina. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para minimizar as sequelas neurológicas a longo prazo, que podem incluir perda auditiva, atraso no desenvolvimento e convulsões.
Os agentes mais comuns são Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. Esses patógenos são adquiridos geralmente no período perinatal ou pós-natal precoce.
A meningite bacteriana tipicamente apresenta no LCR: pleocitose com predomínio de polimorfonucleares, hiperproteinorraquia (proteínas elevadas) e hipoglicorraquia (glicose baixa, com relação LCR/glicemia < 0,4).
Os sintomas podem ser inespecíficos, incluindo irritabilidade, recusa alimentar, vômitos, febre, letargia, palidez e abaulamento da fontanela anterior. Sinais meníngeos clássicos podem estar ausentes em lactentes jovens.
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