AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Apesar do avanço da terapia antimicrobiana, dos cuidados intensivos e das vacinas,a meningite bacteriana continua associada a elevadas taxas de letalidade, complicações e sequelas. Sobre as meningites bacterianas na infância assinale a alternativa correta.
Meningite bacteriana > 2 meses: Pneumococo, Meningococo, Haemophilus. Meningocócica → melhor prognóstico.
A etiologia da meningite bacteriana varia com a idade. Em crianças > 2 meses, os principais agentes são *S. pneumoniae*, *N. meningitidis* e *H. influenzae* tipo b. A meningite meningocócica, em geral, tem um prognóstico mais favorável em comparação com a pneumocócica.
A meningite bacteriana na infância é uma emergência médica com alta morbimortalidade, apesar dos avanços terapêuticos e vacinais. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais. A etiologia varia significativamente com a idade da criança, o que direciona a escolha do tratamento empírico. Em lactentes com menos de 2 meses, os patógenos mais comuns incluem *Streptococcus agalactiae*, *Escherichia coli* e *Listeria monocytogenes*. A partir dos 2 meses de vida, os principais agentes etiológicos são *Neisseria meningitidis* (meningococo), *Streptococcus pneumoniae* (pneumococo) e *Haemophilus influenzae* tipo b (hemófilus), embora a vacinação tenha reduzido drasticamente a incidência de infecções por *H. influenzae* tipo b e *S. pneumoniae*. A meningite meningocócica, em geral, apresenta um prognóstico mais favorável em comparação com a meningite pneumocócica, que está associada a maiores taxas de sequelas neurológicas e mortalidade. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta de culturas, cobrindo os patógenos mais prováveis para a faixa etária. Em crianças > 2 meses, cefalosporinas de terceira geração (ceftriaxona ou cefotaxima) são a base do tratamento. A vancomicina é adicionada em áreas com alta resistência do pneumococo à cefalosporina. A dexametasona tem um papel específico, principalmente na meningite por *H. influenzae* tipo b, para reduzir sequelas como perda auditiva, e em alguns casos de meningite pneumocócica, mas não é recomendada universalmente. A duração do tratamento varia conforme o agente etiológico, sendo mais curta para meningococo (5-7 dias) e mais longa para pneumococo (10-14 dias).
Em lactentes < 2 meses, os principais agentes são *Streptococcus agalactiae* (GBS), *Escherichia coli* e *Listeria monocytogenes*. O tratamento empírico deve cobrir esses patógenos.
A dexametasona é recomendada principalmente para meningite por *Haemophilus influenzae* tipo b em crianças > 6 semanas de idade, administrada antes ou concomitantemente com a primeira dose do antibiótico, para reduzir sequelas neurológicas.
A duração do tratamento para meningite meningocócica é geralmente mais curta, variando de 5 a 7 dias, dependendo da resposta clínica e do antibiótico utilizado, diferentemente de outras etiologias que podem exigir 10 a 14 dias.
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