HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Na sua enfermaria interna uma paciente de 78 anos com relato do filho de ter apresentado "redução da interação" em uma evolução de 4 dias, iniciando com aumento de dependência para atividades de autocuidado e evoluindo nas primeiras 48 horas com rebaixamento de sensório, se mantendo dormindo por mais de 24 horas, quando foi levada ao hospital. Na sua avaliação inicial, a paciente apresenta temperatura de 38,3°C, rigidez de nuca, flacidez muscular e sem hiperreflexia tendinosa profunda. Em relação ao caso, assinale a alternativa CORRETA.
Idoso > 50 anos com meningite → Cobrir Listeria monocytogenes na ATB empírica.
Em pacientes idosos (>50 anos) com suspeita de meningite bacteriana (febre, rebaixamento de sensório, rigidez de nuca), a cobertura empírica deve incluir Listeria monocytogenes, além dos patógenos comuns, devido à maior suscetibilidade nessa faixa etária.
A meningite bacteriana em idosos é uma condição grave com alta morbimortalidade, exigindo diagnóstico e tratamento urgentes. A apresentação clínica pode ser atípica, com sintomas menos exuberantes do que em jovens, dificultando o reconhecimento. A epidemiologia mostra que idosos são mais suscetíveis a certos patógenos, como Listeria monocytogenes, devido à imunossenescência. A fisiopatologia envolve a invasão das meninges por bactérias, levando a uma resposta inflamatória intensa. O diagnóstico é baseado na suspeita clínica (febre, alteração do estado mental, rigidez de nuca) e confirmado pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) obtido por punção lombar. Antes da punção lombar, uma tomografia de crânio é recomendada em pacientes com fatores de risco para herniação cerebral, como déficits neurológicos focais ou rebaixamento grave do sensório. A conduta inicial inclui a coleta de culturas (sangue e LCR, se possível) e o início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro. Em pacientes acima de 50 anos, a cobertura para Listeria monocytogenes é obrigatória, geralmente com ampicilina, adicionada à ceftriaxona (ou cefotaxima) e vancomicina para cobrir Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento.
Em idosos, os principais agentes são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e, crucialmente, Listeria monocytogenes, que deve ser coberta na terapia empírica devido à maior suscetibilidade nessa faixa etária.
A TC de crânio é indicada antes da punção lombar em pacientes com sinais de hipertensão intracraniana (papiledema, rebaixamento grave do nível de consciência), déficits neurológicos focais, crises convulsivas recentes ou imunocomprometimento.
A terapia empírica para idosos (>50 anos) geralmente inclui ceftriaxona (ou cefotaxima), vancomicina e ampicilina (para cobrir Listeria monocytogenes), visando os patógenos mais comuns e específicos para a idade.
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