UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Na suspeita de meningite bacteriana, a alternativa que contém achados na análise do Líquido Cefalorraquidiano (LCR) mais sugestivos de etiologia bacteriana é:
Meningite bacteriana → LCR com celularidade ↑ (neutrofílica), lactato ↑, glicose ↓, proteína ↑.
Na meningite bacteriana, o LCR tipicamente apresenta celularidade muito aumentada (pleocitose neutrofílica), com predomínio de neutrófilos, além de elevação do lactato, proteinorraquia e glicorraquia diminuída. O lactato elevado é um marcador útil para diferenciar meningite bacteriana de viral.
A meningite bacteriana é uma emergência médica que exige diagnóstico rápido e tratamento imediato para evitar sequelas neurológicas graves ou óbito. A análise do Líquido Cefalorraquidiano (LCR) é a ferramenta diagnóstica mais importante, fornecendo informações cruciais para diferenciar a etiologia bacteriana de outras causas de meningite, como a viral. Os achados clássicos no LCR de meningite bacteriana incluem uma pleocitose acentuada, geralmente com contagem de células acima de 1000/mm³, e um predomínio de neutrófilos. Além disso, observa-se uma proteinorraquia significativamente elevada (acima de 100 mg/dL) e uma glicorraquia diminuída (inferior a 40 mg/dL ou menos de 40% da glicemia sérica simultânea). O lactato no LCR também é um marcador muito útil, estando elevado na meningite bacteriana devido ao metabolismo anaeróbico. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação do LCR para guiar a conduta terapêutica. A combinação de celularidade aumentada com predomínio de neutrófilos e lactato elevado, juntamente com glicose baixa e proteína alta, é altamente sugestiva de etiologia bacteriana, permitindo iniciar a antibioticoterapia empírica adequada sem demora.
Os achados clássicos incluem pleocitose acentuada (geralmente >1000 células/mm³) com predomínio de neutrófilos, proteinorraquia elevada (>100 mg/dL), glicorraquia diminuída (<40 mg/dL ou <40% da glicemia) e lactato aumentado.
O lactato no LCR aumenta devido ao metabolismo anaeróbico das bactérias e das células inflamatórias, além da hipóxia tecidual local, sendo um marcador sensível para diferenciar meningite bacteriana de viral.
A meningite viral geralmente apresenta pleocitose linfocitária (predomínio de linfócitos), glicorraquia normal e proteinorraquia discretamente elevada, enquanto a bacteriana tem pleocitose neutrofílica, glicorraquia baixa e proteinorraquia muito elevada, além de lactato elevado.
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