CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Uma criança de 5 anos é admitida com febre alta, rigidez de nuca e confusão mental. O líquor mostra pleocitose com predomínio de neutrófilos e glicose diminuída. Qual o tratamento inicial indicado?
Febre + sinais meníngeos + líquor com neutrófilos e glicose ↓ → Meningite bacteriana = ATB amplo + corticoide.
O quadro clínico (febre, rigidez de nuca, confusão mental) associado aos achados do líquor (pleocitose com neutrófilos, glicose diminuída) é altamente sugestivo de meningite bacteriana. O tratamento inicial deve ser empírico com antibióticos de amplo espectro e corticoide (dexametasona) para reduzir complicações.
A meningite bacteriana é uma emergência médica grave, especialmente em crianças, com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. Caracteriza-se por inflamação das meninges, geralmente causada por bactérias como Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae tipo b (embora a incidência deste último tenha diminuído com a vacinação). O diagnóstico é baseado na tríade clássica de febre, rigidez de nuca e alteração do estado mental, embora nem todos os sinais estejam presentes em crianças pequenas. A punção lombar para análise do líquor é fundamental, revelando pleocitose com predomínio de neutrófilos, glicose diminuída e proteínas elevadas, que são marcadores de infecção bacteriana. O tratamento inicial deve ser empírico e imediato, após a coleta do líquor, com antibióticos de amplo espectro que penetrem bem no sistema nervoso central (ex: ceftriaxona ou cefotaxima, associados a vancomicina em áreas de alta resistência). A dexametasona também é recomendada antes ou concomitantemente à primeira dose do antibiótico para reduzir a inflamação e prevenir sequelas neurológicas.
Na meningite bacteriana, o líquor tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de neutrófilos (>1000 células/mm³), glicose diminuída (<40 mg/dL ou relação líquor/glicose sérica <0,4) e proteínas elevadas (>100 mg/dL).
A dexametasona é indicada para reduzir a inflamação meníngea, diminuindo o risco de complicações neurológicas, como perda auditiva e outras sequelas, especialmente em casos de infecção por Haemophilus influenzae tipo b e pneumococo.
O tratamento empírico imediato com antibióticos de amplo espectro é crucial devido à alta morbidade e mortalidade da meningite bacteriana. A demora no início da terapia aumenta significativamente o risco de sequelas neurológicas e óbito.
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