UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022
Adolescente, sexo feminino, 12 anos, é levado à emergência por cefaleia intensa, vômitos em jato há três dias e febre (39•C) que não cede com antitérmicos. Exame físico: desidratado, febril, sinais de irritação meníngea,escala de Glasgow de 15. Punção lombar: liquor turvo, coloração xantocromia, com 600 células/mm3, compredomínio de neutrofilos; proteína: 150mg/dL; glicorraquia: 30mg/ dL (glicemia: 90mg/dL). Esse quadro clínico sugere:
Meningite bacteriana: liquor turvo, pleocitose neutrofílica, glicorraquia ↓, proteinorraquia ↑.
O quadro clínico de cefaleia intensa, vômitos, febre e sinais de irritação meníngea, associado a um liquor turvo com pleocitose neutrofílica, glicorraquia baixa e proteinorraquia elevada, é altamente sugestivo de meningite bacteriana.
A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Em adolescentes, a meningite bacteriana é uma emergência médica que requer diagnóstico e tratamento rápidos devido ao alto risco de morbidade e mortalidade. O quadro clínico clássico inclui febre, cefaleia intensa, vômitos e sinais de irritação meníngea. A punção lombar e a análise do líquor são cruciais para o diagnóstico. Os achados no caso (liquor turvo, 600 células/mm³ com predomínio de neutrófilos, proteína 150 mg/dL, glicorraquia 30 mg/dL com glicemia 90 mg/dL) são altamente sugestivos de meningite bacteriana. A pleocitose neutrofílica, a hipoglicorraquia (glicorraquia < 40% da glicemia) e a hiperproteinorraquia são marcadores distintivos. Em contraste, a meningite viral geralmente apresenta líquor límpido, pleocitose linfocitária, glicorraquia normal e proteinorraquia discretamente elevada. A hemorragia subaracnoide teria líquor xantocrômico, mas sem pleocitose neutrofílica ou hipoglicorraquia. O trauma de punção causaria hemácias, mas não alteraria os outros parâmetros do líquor dessa forma. O tratamento da meningite bacteriana envolve antibióticos empíricos de amplo espectro, ajustados após cultura e antibiograma.
Na meningite bacteriana, o líquor é tipicamente turvo, com pleocitose acentuada (centenas a milhares de células/mm³) com predomínio de neutrófilos, glicorraquia muito baixa (<40 mg/dL ou <40% da glicemia) e proteinorraquia elevada (>100 mg/dL).
Os sinais de irritação meníngea incluem rigidez de nuca, sinal de Kernig (dor e resistência à extensão da perna com o quadril fletido) e sinal de Brudzinski (flexão involuntária dos joelhos e quadris ao fletir o pescoço), indicando inflamação das meninges.
Na meningite viral, o líquor geralmente é límpido, com pleocitose linfocitária (menos intensa), glicorraquia normal e proteinorraquia discretamente elevada ou normal, diferentemente dos achados da meningite bacteriana, que são mais graves.
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