Meningite Meningocócica: Diagnóstico e Tratamento Urgente

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2016

Enunciado

Menor de 15 anos de idade dá entrada na emergência com quadro de febre, cefaleia e vômitos repetidos há 24h. Até então, era saudável. A vacinação está adequada para a idade. Ao exame, apresenta-se com estado geral grave, febril (39ºC), taquicárdico, pálido, taquipneico (FR = 30), normotenso, hipo-hidratado (++/4+), sonolento. Detectou-se a presença de rigidez nucal intensa e sinal de Brudzinski positivo, além de petéquias disseminadas em membros inferiores e superiores. O exame do liquor revela presença de 1200 leucócitos/campo, sendo 100% polimorfonucleares. Apresenta, ainda, glicorraquia de 5 mg/dl e proteinorraquia de 98 mg/dl. No Gram do liquor, foram observados raros diplococos Gram-negativos. Em relação à conduta terapêutica inicial para esse paciente, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) É prudente aguardar o resultado da cultura, pois, sendo o exame do Gram do liquor pouco específico, pode tratar-se de resultado falso-positivo.
  2. B) Recomenda-se iniciar precocemente uma Cefalosporina de 3ª geração EV, considerando-se a hipótese de doença meningocócica.
  3. C) Tratando-se de infecção grave por Gram-negativo, a escolha de um antibiótico bactericida do grupo dos Aminoglicosídeos é uma alternativa adequada.
  4. D) Dada à gravidade do caso, é fundamental iniciar antibioticoterapia precoce associada a Aciclovir endovenoso e a Anfotericina B lipossomal.

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