UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Homem, 45a, hígido, é trazido ao Pronto Socorro com quadro de febre, agitação psicomotora e confusão mental. Familiar refere que estava com quadro de sinusite há uma semana, com febre, tosse com expectoração purulenta, dor de ouvido e cefaleia, tratada com antitérmicos e descongestionante nasal. Exame físico: confuso, agitado, PA= 118x69 mmHg; FC= 102 bpm; T= 38,9°C; rigidez de nuca presente. O AGENTE ETIOLÓGICO DA MENINGITE É:
Meningite bacteriana aguda pós-infecção respiratória/otite em adulto hígido → Streptococcus pneumoniae.
A meningite bacteriana aguda em adultos, especialmente após quadros de sinusite, otite ou pneumonia, tem como principal agente etiológico o Streptococcus pneumoniae. A presença de febre, alteração do nível de consciência e rigidez de nuca são sinais clássicos.
A meningite bacteriana aguda é uma emergência médica grave, caracterizada pela inflamação das leptomeninges, com alta morbidade e mortalidade se não tratada precocemente. Em adultos, os principais agentes etiológicos são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae (menos comum após vacinação). A epidemiologia varia com a idade e fatores de risco, sendo o S. pneumoniae a causa mais frequente em adultos, especialmente naqueles com comorbidades ou infecções prévias. A fisiopatologia envolve a invasão bacteriana do espaço subaracnoide, geralmente por disseminação hematogênica a partir de focos infecciosos distantes (pulmões, seios paranasais, ouvido médio) ou por contiguidade (trauma, cirurgia). O quadro clínico clássico inclui febre, cefaleia intensa, rigidez de nuca e alteração do nível de consciência. A suspeita diagnóstica é clínica e confirmada por análise do líquido cefalorraquidiano (LCR). O tratamento é uma emergência e deve ser iniciado empiricamente com antibióticos de amplo espectro (cefalosporinas de terceira geração, como ceftriaxona, associadas ou não a vancomicina, dependendo da epidemiologia local e resistência) após a coleta do LCR, se possível. A dexametasona pode ser utilizada em casos selecionados. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento, sendo a prevenção por vacinação (pneumocócica e meningocócica) fundamental para grupos de risco.
Os principais agentes etiológicos em adultos são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e, em menor grau, Haemophilus influenzae. Streptococcus pneumoniae é a causa mais comum em adultos, especialmente com comorbidades ou infecções prévias.
Infecções como sinusite e otite média são focos comuns de onde o Streptococcus pneumoniae pode se disseminar para o sistema nervoso central, causando meningite. A história dessas infecções é um forte indício para a etiologia pneumocócica.
Os sinais e sintomas clássicos incluem febre alta, cefaleia intensa, rigidez de nuca e alteração do nível de consciência, que pode variar de letargia a coma. Outros sinais podem ser fotofobia, vômitos e convulsões.
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