SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Luciana, 5 anos de idade, apresenta quadro agudo de cefaleia, febre baixa e vômitos. Ao exame, observamos estado geral decaído, com rigidez de nuca e sinais de Kerning e Brudzinski positivos. Realizado exame de LCR, com o seguinte resultado: punção lombar - 1400 leucócitos (75% de neutrófilos, 25% de monócitos), proteínas = 93 mg/dl, glicose = 26 mg%, bacterioscopia: presença de diplococos Gram negativo. Aguarda a cultura. Qual das afirmações abaixo é a CORRETA?
LCR com pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia + diplococos Gram negativos → Meningite meningocócica. Tratamento: Cefalosporina de 3ª geração.
O perfil do LCR (pleocitose com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia) associado a sinais meníngeos e bacterioscopia positiva é diagnóstico de meningite bacteriana. Diplococos Gram negativos sugerem *Neisseria meningitidis*, que requer tratamento com cefalosporinas de terceira geração.
A meningite bacteriana é uma emergência médica grave, caracterizada pela inflamação das meninges causada por bactérias. É mais comum em crianças pequenas, mas pode afetar qualquer idade. Os principais agentes etiológicos incluem *Streptococcus pneumoniae*, *Neisseria meningitidis* e *Haemophilus influenzae* tipo b (este último menos comum devido à vacinação). A doença se manifesta com febre, cefaleia, vômitos, rigidez de nuca e sinais meníngeos como Kernig e Brudzinski. O diagnóstico é estabelecido pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) obtido por punção lombar. Na meningite bacteriana, o LCR tipicamente mostra pleocitose com predomínio de neutrófilos (>1000 células/mm³), hipoglicorraquia (glicose <40 mg/dL ou relação LCR/glicemia <0,4), hiperproteinorraquia (>100 mg/dL) e, frequentemente, a identificação do agente na bacterioscopia pelo Gram. Diplococos Gram negativos sugerem *Neisseria meningitidis*, enquanto diplococos Gram positivos sugerem *Streptococcus pneumoniae*. O tratamento deve ser iniciado imediatamente após a coleta do LCR, mesmo antes dos resultados da cultura. A terapia empírica de escolha para meningite bacteriana é uma cefalosporina de terceira geração (ceftriaxona ou cefotaxima), podendo ser associada à vancomicina em regiões com alta prevalência de pneumococos resistentes. A quimioprofilaxia para contatos próximos é crucial em casos de meningite meningocócica para prevenir surtos.
O LCR na meningite bacteriana tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia (glicose baixa), hiperproteinorraquia (proteínas elevadas) e, frequentemente, a identificação do agente na bacterioscopia pelo Gram.
O tratamento empírico inicial para meningite bacteriana em crianças geralmente inclui uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxona ou cefotaxima), podendo ser associada à vancomicina em áreas com alta resistência a pneumococos.
A quimioprofilaxia é indicada para contatos próximos de pacientes com meningite meningocócica (causada por *Neisseria meningitidis*), geralmente com rifampicina, ciprofloxacino ou ceftriaxona, para prevenir a disseminação da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo