Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020
As principais etiologias de meningite variam de acordo com a faixa etária e mudanças epidemiológicas. Qual das alternativas abaixo apresenta agente etiológico frequente em nosso meio atualmente?
Neisseria meningitidis é um agente etiológico frequente de meningite bacteriana, especialmente em crianças e adolescentes.
A etiologia da meningite bacteriana varia com a idade e o status vacinal. Embora o Haemophilus influenzae tipo B tenha diminuído drasticamente devido à vacinação, a Neisseria meningitidis (meningococo) e o Streptococcus pneumoniae (pneumococo) continuam sendo causas importantes em diversas faixas etárias, com o meningococo sendo particularmente relevante em surtos e em crianças maiores/adolescentes.
A meningite bacteriana é uma emergência médica grave que requer diagnóstico e tratamento rápidos para evitar sequelas neurológicas permanentes ou óbito. A compreensão dos agentes etiológicos mais frequentes é fundamental para a escolha da antibioticoterapia empírica adequada, que deve ser iniciada imediatamente após a suspeita clínica e coleta de culturas. A epidemiologia da meningite varia significativamente com a idade do paciente, o estado imunológico e o impacto das campanhas de vacinação. Em neonatos, os principais patógenos são Streptococcus agalactiae (Estreptococo do grupo B), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. Em crianças maiores e adolescentes, a Neisseria meningitidis (meningococo) e o Streptococcus pneumoniae (pneumococo) são os mais comuns. Em adultos, o pneumococo e o meningococo predominam, com a Listeria sendo relevante em grupos de risco. A vacinação contra Haemophilus influenzae tipo B e Streptococcus pneumoniae mudou drasticamente o perfil epidemiológico, reduzindo a incidência dessas causas. Atualmente, em nosso meio, a Neisseria meningitidis continua sendo um agente etiológico frequente e de grande preocupação devido ao seu potencial epidêmico e à gravidade da doença meningocócica invasiva. A identificação precoce e o tratamento com antibióticos como ceftriaxona ou cefotaxima são cruciais. A profilaxia de contatos próximos também é uma medida importante no controle de surtos. O conhecimento atualizado sobre a epidemiologia é vital para a prática clínica e para as provas de residência.
Em adultos, os principais agentes são Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. Listeria monocytogenes também deve ser considerada em idosos, imunocomprometidos ou gestantes.
A vacinação reduziu drasticamente a incidência de meningite por Haemophilus influenzae tipo B e Streptococcus pneumoniae (vacina pneumocócica conjugada) e Neisseria meningitidis sorogrupo C, mas outros sorogrupos de meningococo e pneumococo ainda circulam.
Os sinais e sintomas clássicos incluem febre alta, cefaleia intensa, rigidez de nuca, fotofobia, vômitos e alteração do nível de consciência. Em crianças pequenas, a apresentação pode ser atípica, com irritabilidade e abaulamento de fontanela.
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