Meningite Bacteriana Aguda: Tratamento Empírico em Adultos

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2025

Enunciado

A meningite aguda bacteriana está associada a elevadas taxas de morbidade e mortalidade e exige reconhecimento clínico e tratamento imediatos. Considerando os dados de resistência bacteriana em estados do Sudeste brasileiro, os antimicrobianos indicados no tratamento empírico da doença, em adultos abaixo dos 50 anos, são:

Alternativas

  1. A) Ampicilina + aminoglicosídeo.
  2. B) Glicopeptídeo + ceftriaxona.
  3. C) Rifampicina + cefepima
  4. D) Ceftazidima + ampicilina.
  5. E) Aminopenicilina + carbapenêmico.

Pérola Clínica

Meningite bacteriana aguda (adulto < 50a) → Ceftriaxona + Vancomicina (cobertura S. pneumoniae resistente).

Resumo-Chave

O tratamento empírico da meningite bacteriana aguda em adultos deve cobrir os patógenos mais comuns (S. pneumoniae, N. meningitidis, H. influenzae). Devido à crescente resistência do S. pneumoniae à penicilina e cefalosporinas de terceira geração, a adição de um glicopeptídeo (vancomicina) à ceftriaxona é fundamental para garantir cobertura adequada, especialmente em regiões com alta resistência.

Contexto Educacional

A meningite bacteriana aguda é uma emergência médica que requer diagnóstico e tratamento imediatos devido à sua alta morbidade e mortalidade. A escolha do tratamento antimicrobiano empírico é crucial e deve ser baseada na idade do paciente, fatores de risco e padrões locais de resistência bacteriana. Em adultos abaixo de 50 anos, os principais patógenos são Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. A fisiopatologia envolve a invasão das meninges por bactérias, levando a uma resposta inflamatória intensa no espaço subaracnoide. O tratamento empírico visa cobrir os patógenos mais prováveis enquanto se aguardam os resultados da cultura e do antibiograma do líquor. A ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração, é eficaz contra N. meningitidis e muitas cepas de S. pneumoniae. No entanto, a crescente prevalência de cepas de S. pneumoniae resistentes à penicilina e às cefalosporinas de terceira geração justifica a adição de um glicopeptídeo, como a vancomicina, ao regime empírico. Essa combinação garante uma cobertura mais abrangente e aumenta a probabilidade de sucesso terapêutico inicial, especialmente em regiões com dados de resistência preocupantes, como mencionado no enunciado. Após a identificação do patógeno e seu perfil de sensibilidade, o esquema pode ser ajustado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais agentes etiológicos da meningite bacteriana em adultos jovens?

Os principais agentes são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e, em menor grau, Haemophilus influenzae tipo b. Em pacientes imunocomprometidos ou idosos, outros patógenos como Listeria monocytogenes devem ser considerados.

Por que a vancomicina é adicionada à ceftriaxona no tratamento empírico da meningite?

A vancomicina é adicionada para cobrir cepas de Streptococcus pneumoniae com resistência intermediária ou alta à penicilina e às cefalosporinas de terceira geração, que são prevalentes em muitas regiões.

Quais são as indicações para modificar o tratamento empírico da meningite?

O tratamento empírico deve ser ajustado com base nos resultados da cultura e do antibiograma do líquor. Fatores como idade (>50 anos), imunocomprometimento ou trauma craniano recente também podem exigir modificações na cobertura inicial.

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