Meningite Bacteriana: Manejo e Indicações de TC de Crânio

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 54 anos, com histórico de hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2 (última hemoglobina glicada de 9,8%), é levado à Unidade de Pronto Atendimento por familiares devido a um quadro de febre alta (39,4°C), cefaleia holocraniana intensa e prostração iniciados há cerca de 8 horas. No momento da admissão, o paciente apresenta-se sonolento, mas responde a estímulos verbais (Escala de Coma de Glasgow de 13). O exame físico revela rigidez de nuca importante, com sinais de Kernig e Brudzinski presentes. Não há déficits motores focais, a fundoscopia não evidencia papiledema e a estabilidade hemodinâmica é mantida (PA 135 x 85 mmHg, FC 102 bpm). Diante da suspeita clínica de meningite bacteriana aguda, a conduta imediata mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Encaminhar o paciente para Tomografia de Crânio imediata e, caso não haja sinais de hipertensão intracraniana, realizar a punção lombar para guiar o início do tratamento antibiótico.
  2. B) Administrar Dexametasona e antibioticoterapia com Ceftriaxona e Vancomicina, postergando a coleta de hemoculturas e a punção lombar para evitar a redução da sensibilidade diagnóstica.
  3. C) Realizar punção lombar imediata para análise do líquido cefalorraquidiano e iniciar antibioticoterapia empírica com Ceftriaxona e Vancomicina logo após o procedimento.
  4. D) Coletar hemoculturas, administrar Dexametasona seguida de Ceftriaxona, Vancomicina e Ampicilina, e encaminhar o paciente para Tomografia de Crânio antes da punção lombar.

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