UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Sobre a Meningite Bacteriana Aguda, é correto afirmar:
Meningite bacteriana clássica: febre + cefaleia + rigidez de nuca. Agente mais comum em imunocompetentes: S. pneumoniae.
A tríade clássica de febre, cefaleia e rigidez de nuca é altamente sugestiva de meningite bacteriana aguda. Em pacientes imunocompetentes, o Streptococcus pneumoniae é o agente etiológico mais comum, sendo fundamental o reconhecimento rápido e o início da antibioticoterapia empírica adequada.
A Meningite Bacteriana Aguda é uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para evitar sequelas neurológicas graves e morte. A tríade clínica clássica de febre, cefaleia e rigidez de nuca é um forte indicativo, embora nem sempre esteja presente em todos os pacientes. Outros sinais incluem alteração do estado mental, fotofobia e, em casos de meningococcemia, exantema petequial. O Streptococcus pneumoniae é o agente infeccioso mais comum da meningite bacteriana aguda em pacientes imunocompetentes, seguido pela Neisseria meningitidis. O diagnóstico definitivo é feito pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) obtido por punção lombar, que tipicamente mostra pleocitose com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia. A coloração de Gram e a cultura do LCR são essenciais para identificar o agente etiológico. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a suspeita diagnóstica e, idealmente, após a coleta do LCR, com antibióticos de largo espectro (ex: ceftriaxone + vancomicina) e, em casos selecionados, dexametasona. A dexametasona é particularmente importante na meningite pneumocócica para reduzir a inflamação e melhorar o prognóstico. A compreensão dos agentes etiológicos, achados do LCR e manejo inicial é crucial para o residente.
Em adultos imunocompetentes, os principais agentes são Streptococcus pneumoniae (o mais comum), Neisseria meningitidis e, em menor grau, Haemophilus influenzae. Outros agentes podem ser relevantes em grupos específicos, como Listeria monocytogenes em idosos ou imunocomprometidos.
O LCR na meningite bacteriana tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de neutrófilos (geralmente >1000 células/μL), glicose baixa (<40 mg/dL ou <40% da glicemia), proteínas elevadas (>45 mg/dL) e coloração de Gram positiva para bactérias.
A dexametasona deve ser administrada antes ou concomitantemente à primeira dose do antibiótico em casos de meningite por Streptococcus pneumoniae, e em algumas situações de meningite por Haemophilus influenzae em crianças. Seu uso visa reduzir a inflamação e as complicações neurológicas, mas não é indicada para todos os tipos de meningite bacteriana.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo