Meningite e Choque Séptico: Manejo Inicial em Pediatria

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Menino de 10 meses de vida é encaminhado à Emergência, com febre alta, irritabilidade e choro persistente há dois dias. Passou a apresentar vômitos há 12 horas e está recusando o leite materno. Apresentou tremores a caminho da Unidade de Saúde e está muito prostrado. Ao exame físico, não responde a estímulos; está febril, pálido, e apresenta pequenas manchas avermelhadas em várias regiões do corpo. A fontanela anterior está abaulada para fora.O objetivo principal do tratamento inicial deste paciente:

Alternativas

  1. A) Reduzir a febre e aliviar a dor de cabeça.
  2. B) Evitar a progressão para choque séptico.
  3. C) Prevenir complicações respiratórias.
  4. D) Regularizar o monograma.

Pérola Clínica

Febre + petéquias + fontanela abaulada → Estabilização hemodinâmica e prevenção de choque séptico.

Resumo-Chave

Em lactentes com sinais de sepse e meningite, a prioridade é a estabilização hemodinâmica imediata para evitar a falência de múltiplos órgãos decorrente do choque séptico.

Contexto Educacional

A meningite bacteriana aguda na infância é uma emergência médica. O quadro clínico em lactentes é frequentemente inespecífico, manifestando-se como febre, irritabilidade e abaulamento de fontanela. A presença de lesões purpúricas indica uma possível disseminação hematogênica (meningococcemia), que pode evoluir rapidamente para choque séptico. O manejo inicial deve priorizar a manutenção da estabilidade hemodinâmica (ABCDE da reanimação), seguida de antibioticoterapia de largo espectro. A prevenção do choque é vital para reduzir a mortalidade e as sequelas neurológicas a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de meningite em lactentes?

Em lactentes, os sinais clássicos de Kernig e Brudzinski costumam estar ausentes. Os principais achados são irritabilidade persistente, recusa alimentar, vômitos, fontanela abaulada (sinal de hipertensão intracraniana) e prostração. A presença de petéquias ou púrpura sugere fortemente etiologia por Neisseria meningitidis (meningococcemia), exigindo intervenção imediata para evitar a progressão para choque séptico e coagulação intravascular disseminada.

Por que prevenir o choque é a prioridade?

O choque séptico é a principal causa de morte em crianças com infecções bacterianas graves como a meningococcemia. A progressão para falência de múltiplos órgãos ocorre rapidamente após o aparecimento de manchas hemorrágicas e prostração. O tratamento inicial foca na reposição volêmica agressiva e suporte inotrópico se necessário, visando manter a perfusão tecidual, antes mesmo da realização de exames diagnósticos invasivos como a punção lombar.

Quando realizar a punção lombar?

A punção lombar é fundamental para o diagnóstico etiológico, mas deve ser postergada se houver sinais de instabilidade hemodinâmica, choque, insuficiência respiratória ou sinais óbvios de hipertensão intracraniana grave (como a fontanela abaulada em casos extremos ou sinais de herniação). O tratamento antibiótico empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta de hemoculturas, sem aguardar o líquor se o paciente estiver instável.

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