HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021
Um paciente de 20 anos de idade, com evolução aguda de cefaleia, febre e desorientação, compareceu ao pronto atendimento. Foi realizada punção lombar, que demonstrou líquor com hipercelularidade às custas de neutrófilos, hiperproteinorraquia, hipoglicorraquia e bacterioscopia com diplococos gram-positivos. Observaram-se PA = 100 mmHg x 70 mmHg, FR = 100 bpm, FC = 20 irpm e SatO2 = 98%.O tratamento empírico antimicrobiano mais adequado e a principal suspeita de agente etiológico são
Meningite bacteriana (diplococos G+ no LCR, neutrofílica, hipoglicorraquia) em adulto jovem → Ceftriaxone + Vancomicina (S. pneumoniae).
O perfil do líquor (hipercelularidade neutrofílica, hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia) é clássico de meningite bacteriana. A presença de diplococos gram-positivos na bacterioscopia sugere fortemente Streptococcus pneumoniae, o agente mais comum em adultos jovens. O tratamento empírico deve incluir Ceftriaxone e Vancomicina para cobrir cepas resistentes de pneumococo.
A meningite bacteriana aguda é uma emergência neurológica que exige diagnóstico e tratamento imediatos para evitar sequelas graves ou óbito. A apresentação clínica clássica inclui febre, cefaleia intensa, rigidez de nuca e alteração do estado mental. Em adultos jovens, os principais agentes etiológicos são Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. A análise do líquor cefalorraquidiano (LCR) é fundamental para o diagnóstico. Um perfil de LCR com hipercelularidade às custas de neutrófilos (>1000 células/mm³), hipoglicorraquia (glicose LCR/glicose sérica <0,4 ou glicose LCR <40 mg/dL) e hiperproteinorraquia (>100 mg/dL) é altamente sugestivo de etiologia bacteriana. A bacterioscopia de Gram do LCR é crucial, pois a identificação de diplococos gram-positivos aponta fortemente para Streptococcus pneumoniae. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta do LCR, sem aguardar os resultados da cultura. Para adultos jovens com suspeita de meningite bacteriana, a combinação de uma cefalosporina de terceira geração (como Ceftriaxone) com Vancomicina é a escolha mais adequada. O Ceftriaxone cobre N. meningitidis e S. pneumoniae sensíveis, enquanto a Vancomicina é adicionada para cobrir cepas de S. pneumoniae resistentes às cefalosporinas, que são cada vez mais prevalentes. A dexametasona também pode ser considerada em casos selecionados para reduzir a inflamação e o risco de sequelas neurológicas.
Na meningite bacteriana, o líquor tipicamente apresenta hipercelularidade com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia (glicose baixa), hiperproteinorraquia (proteínas elevadas) e, muitas vezes, bacterioscopia positiva. Esses achados são cruciais para o diagnóstico.
Ceftriaxone oferece ampla cobertura para os principais patógenos como Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae. A adição de Vancomicina é crucial para cobrir cepas de S. pneumoniae com resistência intermediária ou alta às cefalosporinas de terceira geração, garantindo um tratamento eficaz até a identificação do agente e seu perfil de sensibilidade.
Em adultos jovens, os principais agentes etiológicos da meningite bacteriana são Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e Neisseria meningitidis (meningococo). Outros agentes, como Haemophilus influenzae tipo b, são menos comuns devido à vacinação generalizada.
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