Meningite Bacteriana em Lactentes: Conduta e Adjuvantes

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um lactente de 10 meses de idade, previamente hígido, é levado à Unidade de Pronto Atendimento com história de febre alta (39,5°C), irritabilidade intensa e recusa alimentar há cerca de 18 horas. A mãe relata que a criança está com as vacinas do calendário oficial atrasadas desde os 6 meses. Ao exame físico, o paciente apresenta-se gemente, com fontanela anterior abaulada e pulsátil, sinal de Brudzinski presente e tempo de enchimento capilar de 4 segundos, com pulsos periféricos finos e extremidades frias. Nota-se a presença de sufusões hemorrágicas e petéquias em tronco e membros inferiores. Foi realizada punção lombar após estabilização hemodinâmica inicial, com os seguintes resultados: aspecto opalescente, celularidade de 1.850 células/mm³ com 92% de polimorfonucleares, glicorraquia de 12 mg/dL (glicemia plasmática de 110 mg/dL), hiperproteinorraquia de 380 mg/dL e bacterioscopia pelo método de Gram revelando diplococos Gram-negativos intracelulares. Diante desse quadro clínico e laboratorial, qual a conduta terapêutica mais adequada em relação à antibioticoterapia e ao uso de adjuvantes?

Alternativas

  1. A) Administração de dexametasona preferencialmente 15 a 20 minutos antes ou junto com a primeira dose de ceftriaxona.
  2. B) Início de vancomicina associada a ceftriaxona, suspendendo a dexametasona assim que o Gram confirmou a presença de diplococos Gram-negativos.
  3. C) Prescrição de ampicilina associada a gentamicina e dexametasona, visando a cobertura de germes comuns em lactentes jovens.
  4. D) Início imediato de ceftriaxona isolada, contraindicando-se o uso de corticosteroides devido à presença de sinais de choque e púrpuras.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo