FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Idoso, 70 anos, iniciou, há 3 dias, quadro clínico de cefaleia, evoluindo com rigidez de nuca e febre. Porém, no caminho para o PA, apresentou crise convulsiva. Assinale a alternativa que apresenta o provável diagnóstico, qual exame solicitar e a terapia empírica?
Idoso com cefaleia, febre, rigidez nucal e convulsão → Meningite bacteriana = TC + PL + ATB empírica imediata.
A apresentação clássica de meningite em idosos pode ser atípica, mas a tríade febre, cefaleia e rigidez de nuca, somada a uma crise convulsiva, aponta fortemente para meningite bacteriana. A TC de crânio é essencial antes da punção lombar para excluir lesões com efeito de massa, prevenindo herniação cerebral, e a antibioticoterapia deve ser iniciada sem demora.
A meningite bacteriana é uma emergência neurológica grave, com alta morbimortalidade, especialmente em idosos. A rápida identificação e tratamento são cruciais. A epidemiologia varia com a idade, sendo Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis os principais agentes em adultos, e Listeria monocytogenes relevante em idosos e imunocomprometidos. O diagnóstico é baseado na tríade clássica (febre, cefaleia, rigidez de nuca), mas em idosos, a apresentação pode ser atípica, com confusão mental ou letargia. A crise convulsiva é um sinal de gravidade. Antes da punção lombar, uma tomografia de crânio é indicada para excluir lesões com efeito de massa ou papiledema, prevenindo herniação cerebral. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta de culturas (sangue e líquor, se possível), geralmente com ceftriaxona ou cefotaxima, associada à vancomicina e, em idosos, ampicilina para cobrir Listeria. Corticosteroides (dexametasona) podem ser considerados em casos específicos para reduzir a inflamação.
Em idosos, a meningite bacteriana pode se manifestar com cefaleia, febre, rigidez de nuca e, em casos graves, crise convulsiva ou alteração do nível de consciência. A apresentação pode ser mais sutil que em jovens.
A sequência ideal inclui hemoculturas, tomografia de crânio (se houver indicação clínica, como convulsão ou sinais focais) e, em seguida, punção lombar para análise do líquor. A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada o mais rápido possível.
A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada o mais rápido possível, mesmo antes da confirmação laboratorial, devido à rápida progressão da doença e ao risco de sequelas neurológicas e morte. Cada hora de atraso aumenta a mortalidade.
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