SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os achados do líquido cefalorraquidiano em crianças com meningite por vários agentes etiológicos: Coluna 1: 1. Meningite viral. 2. Meningite bacteriana. 3. Meningite tuberculosa. Coluna 2: ( ) >1000 leucócitos/mm³ – predomínio de neutrófilos polimorfonucleares - glicose diminuída – proteínas aumentadas. ( ) < 1000 leucócitos/mm³ – predomínio de linfócitos – glicose normal ou levemente diminuída – proteínas normais ou levemente aumentadas. ( ) 20-500 leucócitos – predomínio de linfócitos – glicose diminuída – proteínas aumentadas. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Bacteriana = Neutrófilos + Glicose ↓; Viral = Linfócitos + Glicose normal; TB = Linfócitos + Glicose ↓.
A análise bioquímica e citológica do líquor é o padrão-ouro para diferenciar meningites bacterianas, virais e tuberculosas em pediatria.
A interpretação do líquido cefalorraquidiano (LCR) é uma habilidade crítica na pediatria e infectologia. A meningite bacteriana é uma emergência médica caracterizada por uma resposta inflamatória intensa, resultando em consumo de glicose pelas bactérias e neutrófilos, além de grande aumento de proteínas por quebra da barreira hematoencefálica. Já as meningites virais apresentam um quadro mais brando no LCR, com resposta imune celular predominantemente linfocitária e manutenção dos níveis de glicose. A meningite tuberculosa e a fúngica ocupam um meio-termo peculiar: apresentam a celularidade linfocitária (típica de processos crônicos/virais), mas mantêm o consumo de glicose e o aumento de proteínas (típico de processos infecciosos graves), o que auxilia no diagnóstico diferencial.
O líquor tipicamente apresenta pleocitose acentuada (> 1000 células/mm³) com predomínio de polimorfonucleares (neutrófilos), hiperproteinorraquia (proteínas aumentadas) e hipoglicorraquia acentuada (glicose diminuída).
Na meningite viral, a pleocitose é leve a moderada (< 1000 células/mm³) com predomínio de linfócitos. A glicose costuma estar normal e as proteínas normais ou levemente aumentadas.
Ambas apresentam predomínio de linfócitos, mas a meningite tuberculosa cursa com glicose significativamente baixa e proteínas muito elevadas, enquanto na viral a glicose é normal.
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