UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Criança com 6 anos de idade chega ao pronto-socorro apresentando febre alta (39°C), prostração, cefaleia, náuseas e vômitos, vem há uma semana com quadro gripal. Ao exame físico, apresenta toxemia, taquicardia, hipotensão com exantema petequial e sinais de irritação meníngea (dor e rigidez no pescoço), sinais de Kernig e Brudzinski. Coletado o LCR com 10 mil células, predominando polimorfonucleares, e Gram com diplococos Gram-positivo. O diagnóstico, agente mais comum e tratamento indicado são:
Meningite bacteriana (criança > 3m): LCR polimorfonucleares + diplococos Gram-pos = S. pneumoniae → Ampicilina.
O quadro clínico de meningite com exantema petequial e sinais de irritação meníngea, associado a LCR com pleocitose polimorfonuclear e diplococos Gram-positivos, é altamente sugestivo de meningite pneumocócica, sendo o Streptococcus pneumoniae o agente mais comum nessa faixa etária (após a vacinação para Hib e Meningococo). O tratamento empírico inicial pode ser ampicilina, mas ceftriaxona é mais comum atualmente. A questão pede o agente mais comum e tratamento indicado, e o gabarito aponta para S. pneumoniae e ampicilina.
A meningite bacteriana é uma infecção grave das meninges que requer diagnóstico e tratamento rápidos para evitar sequelas neurológicas e óbito. Em crianças, os agentes etiológicos variam com a idade e o status vacinal. Após a introdução das vacinas contra Haemophilus influenzae tipo B e Neisseria meningitidis, o Streptococcus pneumoniae tornou-se um dos principais agentes causadores de meningite bacteriana em crianças maiores de 3 meses. O quadro clínico é caracterizado por febre alta, prostração, cefaleia, náuseas, vômitos e sinais de irritação meníngea, como rigidez de nuca e sinais de Kernig e Brudzinski. A presença de exantema petequial, como descrito na questão, sugere um quadro mais grave, possivelmente com sepse associada. O diagnóstico é confirmado pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), que na meningite bacteriana tipicamente mostra pleocitose com predomínio de polimorfonucleares, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia. A coloração de Gram do LCR é fundamental para identificar o agente etiológico e guiar a terapia antimicrobiana. No caso de diplococos Gram-positivos no LCR de uma criança com 6 anos, o agente mais provável é o Streptococcus pneumoniae. O tratamento indicado para meningite pneumocócica, especialmente se houver suspeita de sensibilidade, pode ser ampicilina em altas doses. Contudo, na prática atual, a ceftriaxona é frequentemente utilizada como primeira escolha empírica devido à sua ampla cobertura e penetração no LCR, muitas vezes associada à vancomicina em áreas com alta resistência pneumocócica. A questão, no entanto, direciona para a ampicilina como tratamento específico para S. pneumoniae.
Em crianças maiores, os sintomas incluem febre alta, cefaleia intensa, náuseas, vômitos, prostração, e sinais de irritação meníngea como rigidez de nuca, Kernig e Brudzinski. Exantema petequial pode indicar meningococcemia, mas também pode ocorrer em outras etiologias.
Na meningite bacteriana, o LCR tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de polimorfonucleares, glicose baixa (consumida pelas bactérias) e proteínas elevadas. A coloração de Gram é crucial para identificar o tipo de bactéria e guiar o tratamento empírico.
O tratamento empírico inicial para meningite bacteriana em crianças (após 3 meses) geralmente inclui ceftriaxona ou cefotaxima, com ou sem vancomicina, dependendo da epidemiologia local e resistência. No entanto, para Streptococcus pneumoniae sensível, a ampicilina ainda é uma opção válida, especialmente se o Gram já direciona.
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