Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
O exame liquórico nas meningites bacterianas apresenta as seguintes características:
Meningite Bacteriana (LCR): Proteínas ↑, Glicose ↓, Celularidade ↑ (neutrófilos).
Na meningite bacteriana, o exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) tipicamente revela um aumento significativo das proteínas (hiperproteinorraquia), uma diminuição da glicose (hipoglicorraquia) e uma pleocitose acentuada, predominantemente às custas de neutrófilos.
A meningite bacteriana é uma emergência médica grave, caracterizada pela inflamação das meninges causada por bactérias. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento antibiótico são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), obtido por punção lombar, é a ferramenta diagnóstica mais importante para confirmar a suspeita e diferenciar a etiologia. As características típicas do LCR na meningite bacteriana incluem: pressão de abertura elevada, indicando aumento da pressão intracraniana; pleocitose, que é o aumento do número de células, predominantemente neutrófilos (geralmente >1000 células/mm³ com >80% de neutrófilos), refletindo a resposta inflamatória aguda à infecção bacteriana; hiperproteinorraquia, ou seja, aumento das proteínas (>100 mg/dL), devido ao extravasamento de proteínas plasmáticas pela barreira hematoencefálica inflamada; e hipoglicorraquia, que é a diminuição da glicose no LCR (<40 mg/dL ou relação glicose LCR/sérica <0,4), resultante do consumo de glicose pelas bactérias e pela disfunção do transporte através da barreira. Para o residente, a interpretação correta do LCR é uma habilidade essencial. A distinção entre meningite bacteriana e viral é vital, pois o manejo e o prognóstico são drasticamente diferentes. Enquanto a meningite bacteriana exige antibioticoterapia empírica imediata, a viral é frequentemente autolimitada e requer apenas tratamento de suporte. Conhecer esses padrões permite uma tomada de decisão rápida e informada, impactando diretamente a vida do paciente.
Na meningite bacteriana, o LCR tipicamente mostra pressão de abertura elevada, pleocitose acentuada (geralmente >1000 células/mm³) com predomínio de neutrófilos, hiperproteinorraquia (>100 mg/dL) e hipoglicorraquia (glicose <40 mg/dL ou relação LCR/glicose sérica <0,4).
A meningite bacteriana apresenta predomínio de neutrófilos, glicose muito baixa e proteínas elevadas. Já na meningite viral, há predomínio de linfócitos, glicose normal ou levemente diminuída e proteínas levemente elevadas.
A diminuição da glicose (hipoglicorraquia) ocorre porque as bactérias consomem a glicose presente no LCR para seu metabolismo, e há também um comprometimento do transporte de glicose através da barreira hematoencefálica inflamada.
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