UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Jovem de 20 anos, sexo masculino, procura atendimento devido à história de 5 dias de febre, fotofobia, dor no corpo e cefaleia holocraniana com piora progressiva. Nega diarreia ou sintomas respiratórios. Ao ser examinado, apresentava-se febril (39° C), taquicárdico (110 bpm) e com piora da cefaleia ao fletir o pescoço. À análise, seu líquor mostrou-se incolor, límpido após centrifugação; proteína de 80 (referência: 15-45 mg/dl); glicose 8 (referência: 40-70 mg/dl); citometria 27 mil (referência: 0-5 células/mm3), sendo 80% de polimorfonucleares; bacterioscopia positiva com diplococos gram-negativos raros. A medicação a ser prescrita deve ser a(o):
Meningite bacteriana (diplococos Gram-negativos, LCR com PMN, glicose ↓) → Ceftriaxona é a escolha empírica inicial.
O quadro clínico (febre, cefaleia, fotofobia, sinais meníngeos) e, principalmente, a análise do líquor (pleocitose com predomínio de polimorfonucleares, hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia e presença de diplococos Gram-negativos) são altamente sugestivos de meningite bacteriana, provavelmente por Neisseria meningitidis. A ceftriaxona é a droga de escolha.
A meningite bacteriana é uma infecção grave das meninges que requer diagnóstico e tratamento urgentes para evitar sequelas neurológicas permanentes ou óbito. É uma emergência médica, e a suspeita clínica deve levar à coleta de líquor e início imediato de antibioticoterapia empírica. Os principais agentes etiológicos variam com a idade, mas Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae são comuns em adultos jovens. O diagnóstico é confirmado pela análise do líquor (LCR), que tipicamente mostra pleocitose com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia (glicose < 40 mg/dL ou relação LCR/glicemia < 0,4), hiperproteinorraquia (> 45 mg/dL) e, frequentemente, bacterioscopia positiva. A presença de diplococos Gram-negativos é altamente sugestiva de Neisseria meningitidis. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta do LCR, mesmo antes dos resultados da cultura. A ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração, é a escolha padrão devido à sua excelente penetração no SNC e cobertura contra os patógenos mais comuns. Em casos de suspeita de resistência ou em populações específicas, pode-se adicionar vancomicina. O aciclovir é para meningite viral, rifampicina para profilaxia, ciprofloxacina e vancomicina têm indicações mais restritas ou são usadas em combinação.
Na meningite bacteriana, o líquor tipicamente apresenta pleocitose com predomínio de polimorfonucleares, hipoglicorraquia (glicose baixa), hiperproteinorraquia (proteína elevada) e, frequentemente, bacterioscopia positiva com identificação do agente.
A ceftriaxona é uma cefalosporina de terceira geração com excelente penetração no sistema nervoso central e amplo espectro contra os principais agentes etiológicos da meningite bacteriana, como Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis.
Os sinais de alerta incluem febre alta, cefaleia intensa, rigidez de nuca, fotofobia, vômitos, alteração do nível de consciência e, em casos graves, petéquias ou púrpura, que indicam doença meningocócica invasiva.
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