Meningite Bacteriana em Idosos: Terapia Empírica Essencial

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 65 anos sem comorbidades apresenta o seguinte liquor: pressão de abertura aumentada, 1235 células com predomínio de neutrófilos, glicose 27 mg/dL e proteínas 121 mg/dL. Neste momento, o tratamento deve ser feito com

Alternativas

  1. A) ceftrixone.
  2. B) ceftrixone associado a ampicilina.
  3. C) aciclovir.
  4. D) penicilina cristalina.
  5. E) apenas suporte clinico.

Pérola Clínica

Meningite bacteriana em idoso > 50 anos → Ceftriaxone + Ampicilina (cobre Listeria).

Resumo-Chave

O perfil do líquor (pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia) é altamente sugestivo de meningite bacteriana. Em pacientes idosos (>50 anos), além da cobertura para Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis (com Ceftriaxone), é crucial adicionar Ampicilina para cobrir Listeria monocytogenes.

Contexto Educacional

A meningite bacteriana é uma emergência médica com alta morbimortalidade, exigindo diagnóstico e tratamento rápidos. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) é crucial para o diagnóstico, revelando tipicamente pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia. A epidemiologia dos agentes etiológicos varia com a idade e o estado imunológico do paciente, o que influencia a escolha do tratamento empírico. Em adultos, os principais patógenos são Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. No entanto, em pacientes com mais de 50 anos, imunocomprometidos, gestantes ou neonatos, a Listeria monocytogenes torna-se um patógeno importante a ser coberto. Este agente é intrinsecamente resistente às cefalosporinas de terceira geração, como o ceftriaxone, que são a base do tratamento empírico para os outros patógenos comuns. Portanto, o tratamento empírico da meningite bacteriana em idosos (>50 anos) deve incluir uma cefalosporina de terceira geração (como ceftriaxone ou cefotaxima) para cobrir S. pneumoniae e N. meningitidis, associada à ampicilina para cobrir L. monocytogenes. A dexametasona também é frequentemente adicionada para reduzir a inflamação e melhorar o prognóstico, especialmente em casos de S. pneumoniae.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos no líquor de um paciente com meningite bacteriana?

Os achados clássicos incluem pressão de abertura aumentada, pleocitose com predomínio de neutrófilos (>1000 células/mm³), hipoglicorraquia (glicose <40 mg/dL ou <40% da glicemia), e hiperproteinorraquia (proteínas >100 mg/dL).

Por que a ampicilina é adicionada ao esquema de tratamento empírico da meningite em idosos?

A ampicilina é adicionada para cobrir Listeria monocytogenes, um patógeno que, embora raro, causa meningite grave em extremos de idade (neonatos e idosos) e em imunocomprometidos, e que não é coberto por cefalosporinas de terceira geração.

Quais são os principais agentes etiológicos da meningite bacteriana em adultos e idosos?

Em adultos jovens, os principais agentes são Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae. Em idosos (>50 anos), Streptococcus pneumoniae e Listeria monocytogenes são os mais comuns, seguidos por bacilos gram-negativos.

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