Meningite Bacteriana em Adultos: Patógenos e Tratamento

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023

Enunciado

No tratamento da meningite bacteriana deve-se levar em conta os germes mais comuns para cada população. Leva-se em conta aspectos como faixa etária, história de imunossupressão, histórico de neurocirugia ou trauma aberto em SNC e hospitalização. Considerando um adulto (até 50 anos) imunocompetente proveniente da comunidade, assinale a alternativa correta com os germes prováveis e antibioticoterapia de primeira escolha:

Alternativas

  1. A) Staphylocococus e Gram negativos. Ceftriaxona.
  2. B) S. pneumoniae e Listeria. Vancomicina e Sulfametoxazol/trimetoprima.
  3. C) S. pneumoniae, N. meningitis, N. influenzae. Ceftriaxona.
  4. D) Staphylocococus e Listeria. Ciprofloxacino.
  5. E) S. pneumoniae, N. meningitis, N. influenzae. Ciprofloxacino.

Pérola Clínica

Meningite bacteriana em adulto <50 anos imunocompetente → S. pneumoniae, N. meningitidis, H. influenzae → Ceftriaxona.

Resumo-Chave

Em adultos imunocompetentes da comunidade com meningite bacteriana, os principais patógenos são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae. A ceftriaxona é a antibioticoterapia de primeira escolha devido ao seu amplo espectro e boa penetração no SNC.

Contexto Educacional

A meningite bacteriana é uma emergência médica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para evitar sequelas neurológicas graves ou óbito. A escolha da antibioticoterapia empírica é crucial e deve ser guiada pela epidemiologia local, faixa etária do paciente, estado imunológico e fatores de risco específicos. Em adultos imunocompetentes provenientes da comunidade, a etiologia mais comum difere daquela em neonatos ou idosos. Os germes mais prováveis em adultos imunocompetentes até 50 anos são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae. O S. pneumoniae é a causa mais comum de meningite bacteriana em adultos, seguido pela N. meningitidis, que é conhecida por causar surtos. O H. influenzae tipo b (Hib) é menos comum devido à vacinação, mas ainda pode ocorrer. A suspeita clínica baseia-se em febre, cefaleia, rigidez de nuca e alteração do estado mental. A antibioticoterapia de primeira escolha para este grupo é a ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração, devido à sua excelente penetração no líquido cefalorraquidiano e cobertura eficaz contra os patógenos mencionados. A vancomicina pode ser adicionada empiricamente em regiões com alta prevalência de S. pneumoniae resistente à cefalosporina. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível após a coleta de culturas, idealmente dentro de uma hora da apresentação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais patógenos da meningite bacteriana em adultos jovens imunocompetentes?

Os principais patógenos são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e, em menor grau, Haemophilus influenzae. A prevalência de cada um pode variar, mas esses três são os mais comuns na comunidade para este grupo etário.

Qual a antibioticoterapia empírica recomendada para meningite bacteriana em adultos?

Para adultos imunocompetentes até 50 anos, a ceftriaxona (uma cefalosporina de terceira geração) é a droga de escolha. Em algumas situações, pode-se adicionar vancomicina para cobertura de S. pneumoniae resistente à penicilina/cefalosporinas, especialmente em áreas de alta prevalência.

Quando se deve considerar Listeria monocytogenes na meningite bacteriana?

Listeria monocytogenes deve ser considerada em pacientes com mais de 50 anos, imunocomprometidos (incluindo gestantes), ou com alcoolismo. Nesses casos, a ampicilina deve ser adicionada ao regime empírico para garantir cobertura adequada.

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