HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
No tratamento da meningite bacteriana deve-se levar em conta os germes mais comuns para cada população. Leva-se em conta aspectos como faixa etária, história de imunossupressão, histórico de neurocirugia ou trauma aberto em SNC e hospitalização. Considerando um adulto (até 50 anos) imunocompetente proveniente da comunidade, assinale a alternativa correta com os germes prováveis e antibioticoterapia de primeira escolha:
Meningite bacteriana em adulto <50 anos imunocompetente → S. pneumoniae, N. meningitidis, H. influenzae → Ceftriaxona.
Em adultos imunocompetentes da comunidade com meningite bacteriana, os principais patógenos são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae. A ceftriaxona é a antibioticoterapia de primeira escolha devido ao seu amplo espectro e boa penetração no SNC.
A meningite bacteriana é uma emergência médica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para evitar sequelas neurológicas graves ou óbito. A escolha da antibioticoterapia empírica é crucial e deve ser guiada pela epidemiologia local, faixa etária do paciente, estado imunológico e fatores de risco específicos. Em adultos imunocompetentes provenientes da comunidade, a etiologia mais comum difere daquela em neonatos ou idosos. Os germes mais prováveis em adultos imunocompetentes até 50 anos são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae. O S. pneumoniae é a causa mais comum de meningite bacteriana em adultos, seguido pela N. meningitidis, que é conhecida por causar surtos. O H. influenzae tipo b (Hib) é menos comum devido à vacinação, mas ainda pode ocorrer. A suspeita clínica baseia-se em febre, cefaleia, rigidez de nuca e alteração do estado mental. A antibioticoterapia de primeira escolha para este grupo é a ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração, devido à sua excelente penetração no líquido cefalorraquidiano e cobertura eficaz contra os patógenos mencionados. A vancomicina pode ser adicionada empiricamente em regiões com alta prevalência de S. pneumoniae resistente à cefalosporina. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível após a coleta de culturas, idealmente dentro de uma hora da apresentação.
Os principais patógenos são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e, em menor grau, Haemophilus influenzae. A prevalência de cada um pode variar, mas esses três são os mais comuns na comunidade para este grupo etário.
Para adultos imunocompetentes até 50 anos, a ceftriaxona (uma cefalosporina de terceira geração) é a droga de escolha. Em algumas situações, pode-se adicionar vancomicina para cobertura de S. pneumoniae resistente à penicilina/cefalosporinas, especialmente em áreas de alta prevalência.
Listeria monocytogenes deve ser considerada em pacientes com mais de 50 anos, imunocomprometidos (incluindo gestantes), ou com alcoolismo. Nesses casos, a ampicilina deve ser adicionada ao regime empírico para garantir cobertura adequada.
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