Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Dos achados abaixo, no exame do liquor, são mais indicativos de meningite bacteriana:
Meningite bacteriana → LCR: Pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia.
A meningite bacteriana é caracterizada por uma resposta inflamatória intensa no LCR, com predomínio de neutrófilos, consumo de glicose pelas bactérias e aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica, elevando as proteínas.
A meningite bacteriana é uma emergência médica grave, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) é fundamental para o diagnóstico diferencial e a escolha da terapia antimicrobiana adequada. Compreender os padrões do LCR é crucial para todos os profissionais de saúde, especialmente residentes. Os achados típicos no LCR da meningite bacteriana incluem uma pleocitose intensa com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia (glicose no LCR < 40 mg/dL ou relação LCR/glicemia < 0,4) e hiperproteinorraquia (> 100 mg/dL). Esses parâmetros refletem a intensa resposta inflamatória e o consumo de glicose pelos patógenos. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta do LCR, sem aguardar os resultados da cultura, devido à gravidade da condição. A escolha do antibiótico depende da idade do paciente e dos patógenos mais prováveis. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e início do tratamento.
Os achados clássicos incluem pleocitose com predomínio de neutrófilos (>1000 células/mm³), hipoglicorraquia (glicose < 40 mg/dL ou < 40% da glicemia sérica) e hiperproteinorraquia (> 45 mg/dL).
A meningite bacteriana geralmente apresenta pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia e proteinorraquia elevada. A viral, por outro lado, cursa com pleocitose linfocitária, glicorraquia normal e proteinorraquia normal ou levemente elevada.
A hipoglicorraquia é um achado crucial, pois reflete o consumo de glicose pelas bactérias e pelas células inflamatórias no espaço subaracnoideo, sendo um forte indicativo de infecção bacteriana.
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