Meningite Bacteriana: Achados Chave no Líquor (LCR)

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025

Enunciado

Dos achados abaixo, no exame do liquor, são mais indicativos de meningite bacteriana:

Alternativas

  1. A) Pleocitose linfocitária, proteinorraquia normal.
  2. B) Pleocitose linfocitária, hiperproteinorraquia.
  3. C) Proteinorraquia elevada, glicorraquia normal.
  4. D) Glicorraquia diminuída, pleocitose linfocitária.
  5. E) Pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia.

Pérola Clínica

Meningite bacteriana → LCR: Pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia.

Resumo-Chave

A meningite bacteriana é caracterizada por uma resposta inflamatória intensa no LCR, com predomínio de neutrófilos, consumo de glicose pelas bactérias e aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica, elevando as proteínas.

Contexto Educacional

A meningite bacteriana é uma emergência médica grave, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) é fundamental para o diagnóstico diferencial e a escolha da terapia antimicrobiana adequada. Compreender os padrões do LCR é crucial para todos os profissionais de saúde, especialmente residentes. Os achados típicos no LCR da meningite bacteriana incluem uma pleocitose intensa com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia (glicose no LCR < 40 mg/dL ou relação LCR/glicemia < 0,4) e hiperproteinorraquia (> 100 mg/dL). Esses parâmetros refletem a intensa resposta inflamatória e o consumo de glicose pelos patógenos. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta do LCR, sem aguardar os resultados da cultura, devido à gravidade da condição. A escolha do antibiótico depende da idade do paciente e dos patógenos mais prováveis. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e início do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados no LCR que sugerem meningite bacteriana?

Os achados clássicos incluem pleocitose com predomínio de neutrófilos (>1000 células/mm³), hipoglicorraquia (glicose < 40 mg/dL ou < 40% da glicemia sérica) e hiperproteinorraquia (> 45 mg/dL).

Como diferenciar a meningite bacteriana da viral pela análise do LCR?

A meningite bacteriana geralmente apresenta pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia e proteinorraquia elevada. A viral, por outro lado, cursa com pleocitose linfocitária, glicorraquia normal e proteinorraquia normal ou levemente elevada.

Qual a importância da hipoglicorraquia no diagnóstico da meningite bacteriana?

A hipoglicorraquia é um achado crucial, pois reflete o consumo de glicose pelas bactérias e pelas células inflamatórias no espaço subaracnoideo, sendo um forte indicativo de infecção bacteriana.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo