UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022
Um homem de 27 anos foi trazido ao serviço de emergência por apresentar há cerca de 48 horas febre e cefaleia. No exame físico evidencia-se a presença de sinais de irritação meníngea.A análise do líquido céfalorraquidiano encontra-se abaixo:Assinale a alternativa que indica corretamente as condutas profiláticas e preventivas para o caso:
Meningite bacteriana (não meningocócica) → Dexametasona indicada; quimioprofilaxia para contatos NÃO é rotina.
Em casos de meningite bacteriana, a dexametasona é indicada para reduzir sequelas neurológicas, especialmente em meningite pneumocócica. No entanto, a quimioprofilaxia para contatos íntimos e precauções respiratórias são específicas para meningite meningocócica e Haemophilus influenzae tipo b, não sendo rotineiramente aplicadas em outros tipos de meningite bacteriana.
A meningite bacteriana é uma emergência médica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para evitar morbidade e mortalidade significativas. A epidemiologia varia conforme o agente etiológico, sendo Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae tipo b os mais comuns em adultos. A importância clínica reside na rápida progressão da doença e no potencial de sequelas neurológicas graves. A fisiopatologia envolve a invasão das meninges por bactérias, levando a uma resposta inflamatória intensa no espaço subaracnoide. O diagnóstico é baseado na tríade clássica (febre, cefaleia, rigidez de nuca), sinais de irritação meníngea e, crucialmente, na análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), que tipicamente mostra pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente com febre e cefaleia acompanhadas de sinais meníngeos. O tratamento inclui antibioticoterapia empírica de amplo espectro, ajustada após os resultados da cultura do LCR. A dexametasona é um componente importante do tratamento adjuvante, administrada antes ou concomitantemente à primeira dose de antibiótico, especialmente para meningite pneumocócica, para reduzir a inflamação e o risco de sequelas. As medidas profiláticas e preventivas, como a quimioprofilaxia para contatos e precauções respiratórias, são reservadas para casos de meningite meningocócica e H. influenzae tipo b, não sendo universalmente aplicáveis a todas as etiologias bacterianas.
A dexametasona é indicada no tratamento da meningite bacteriana, especialmente em casos de Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b, para reduzir a inflamação meníngea e diminuir o risco de sequelas neurológicas, como perda auditiva.
A quimioprofilaxia é indicada para contatos próximos de pacientes com meningite meningocócica (Neisseria meningitidis) e, em algumas situações, para Haemophilus influenzae tipo b, para prevenir a disseminação da infecção. Não é rotineiramente indicada para outros tipos de meningite bacteriana, como a pneumocócica.
Precauções respiratórias (gotículas) são necessárias para pacientes com suspeita ou confirmação de meningite meningocócica ou por Haemophilus influenzae tipo b, mantidas por 24 horas após o início da antibioticoterapia eficaz. Para outras etiologias bacterianas, precauções padrão são geralmente suficientes.
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