CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2012
Mulher de 57 anos de idade, com cefaleia há seis meses, apresenta as seguintes imagens de ressonância magnética e tomografia computadorizada. O diagnóstico mais provável é:
Meningioma selar → Realce intenso/homogêneo + sinal da cauda dural na RM.
O meningioma selar diferencia-se do adenoma de hipófise por não alargar a sela túrcica e frequentemente apresentar o sinal da cauda dural, indicando origem nas meninges.
O diagnóstico de massas na região selar exige uma análise minuciosa da anatomia radiológica. Enquanto os adenomas são os tumores mais comuns desta topografia, os meningiomas representam um diferencial importante, especialmente quando há sinais de invasão dural ou preservação da arquitetura da glândula hipófise. A compreensão dos sinais de imagem, como a cauda dural e a hiperostose, é fundamental para o planejamento cirúrgico e prognóstico do paciente.
O meningioma selar apresenta-se tipicamente como uma massa isointensa em T1 e T2 em relação ao córtex cerebral, com realce intenso e homogêneo após a administração de gadolínio. Um achado altamente sugestivo é o 'sinal da cauda dural', que representa o espessamento e realce da dura-máter adjacente ao tumor. Diferente dos adenomas, ele costuma ser suprasselar ou para-selar e pode causar hiperostose no osso adjacente, sem necessariamente expandir as paredes da sela túrcica.
A diferenciação baseia-se na anatomia e sinais radiológicos. O adenoma de hipófise origina-se dentro da sela túrcica, frequentemente causando seu alargamento ou erosão, e pode comprimir a glândula normal. Já o meningioma selar/suprasselar origina-se das meninges (como o plano esfenoidal ou tubérculo da sela), apresenta a cauda dural e pode estar associado a alterações ósseas reativas (hiperostose). Clinicamente, adenomas podem cursar com síndromes endócrinas, o que é raro em meningiomas.
Devido à proximidade com estruturas nobres, o meningioma nesta região pode comprimir o quiasma óptico, levando a defeitos de campo visual (como hemianopsia bitemporal), e envolver os seios cavernosos, afetando nervos cranianos (III, IV, V1, V2 e VI). A cefaleia crônica é um sintoma comum devido à tração dural ou efeito de massa. O tratamento geralmente envolve ressecção cirúrgica, dependendo da sintomatologia e do crescimento da lesão.
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