CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
O meningioma do nervo óptico apresenta as seguintes características clínicas:
Meningioma de nervo óptico → Perda visual lenta + Discromatopsia + DPAR.
Meningiomas da bainha do nervo óptico causam compressão progressiva, resultando em disfunção precoce das fibras nervosas, manifestada por alteração de cores e defeito pupilar.
O meningioma da bainha do nervo óptico é um tumor benigno, mas que ameaça seriamente a visão devido à compressão direta e comprometimento do suprimento vascular do nervo. Diferente dos meningiomas intracranianos que secundariamente envolvem o canal óptico, este se origina das células meningoteliais da aracnoide que envolve o nervo orbital. O manejo é conservador se a visão estiver estável, ou radioterapia fracionada para tentar preservar ou melhorar a acuidade visual em casos de progressão documentada.
Os sinais clássicos incluem a perda visual progressiva e indolor, discromatopsia (alteração na visão de cores) e a presença de um Defeito Pupilar Aferente Relativo (DPAR) no olho afetado. Com a progressão, pode surgir a tríade de Hoyt-Spencer: perda visual, atrofia óptica e o aparecimento de vasos colaterais optociliares na papila.
O meningioma da bainha do nervo óptico é mais prevalente em mulheres de meia-idade (30 a 50 anos). Quando ocorre em crianças, tende a ser mais agressivo e pode estar associado à Neurofibromatose tipo 1 (NF1), embora o glioma seja o tumor do nervo óptico mais comum na NF1.
A Ressonância Magnética (RM) de crânio e órbitas com contraste é o padrão-ouro. O achado característico é o espessamento tubular do nervo óptico com realce periférico pelo contraste, conhecido como sinal do 'trilho de trem' (tram-track sign) nos cortes axiais e sinal do 'alvo' nos cortes coronais.
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