Meningioma da Asa do Esfenoide: Sinais e Diagnóstico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006

Enunciado

Mulher branca, 50 anos de idade, com história de baixa de acuidade visual no olho esquerdo, pupila dilatada, atrofia de papila, cefaleia e proptose axial há 1 ano. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Meningioma da asa do esfenoide
  2. B) Tumor de glândula lacrimal
  3. C) Mucocele
  4. D) Linfoma da órbita

Pérola Clínica

Proptose axial + atrofia óptica + cefaleia em mulher meia-idade → Suspeitar de Meningioma da asa do esfenoide.

Resumo-Chave

O meningioma da asa do esfenoide é um tumor benigno de crescimento lento que comprime o nervo óptico e invade a órbita, causando a tríade clássica de perda visual, proptose e atrofia óptica.

Contexto Educacional

O diagnóstico de massas orbitárias e periorbitárias exige correlação entre a direção da proptose e os achados fundoscópicos. O meningioma da asa do esfenoide é uma causa importante de neuropatia óptica compressiva. Exames de imagem como TC (para avaliar hiperostose) e RM (para extensão em tecidos moles) são essenciais para o planejamento terapêutico, que pode envolver observação, cirurgia ou radioterapia.

Perguntas Frequentes

Por que o meningioma da asa do esfenoide causa proptose axial?

A proptose é axial porque o tumor, ao crescer na asa do esfenoide, pode invadir a órbita através da fissura orbitária superior ou causar hiperostose óssea, reduzindo o volume da cavidade orbitária e empurrando o globo ocular diretamente para frente, sem desvios laterais significativos inicialmente.

Qual o perfil epidemiológico típico deste tumor?

Os meningiomas são mais comuns em mulheres (proporção de aproximadamente 3:1) e a incidência aumenta com a idade, sendo diagnosticados frequentemente entre a quarta e a sexta décadas de vida. A apresentação clínica é insidiosa devido ao crescimento lento da neoplasia.

Como diferenciar a atrofia de papila neste caso?

A atrofia de papila é do tipo primária (pálida, com bordos nítidos) decorrente da compressão crônica direta do nervo óptico pelo tumor. Em alguns casos, pode haver edema de papila contralateral se houver aumento da pressão intracraniana, configurando uma variante da síndrome de Foster Kennedy.

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