UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2021
Menina, 7 meses, comparece hoje no pronto-socorro com tosse, coriza e manchas vermelhas pelo corpo há dois dias. Nega comorbidades e contactantes com sintomas semelhantesExame físico: bom estado geral, corada, anictérica, FR= 28 irpm, hiperemia conjuntival bilateral, coriza e obstrução nasal, linfonodos fibroelásticos móveis e indolores de até um centímetro em cadeias cervicais, Pulmões: murmúrio vesicular presente bilateralmente com roncos de transmissão; Pele: exantema macular em face e tronco. A carteira de vacina inclui as seguintes doses (ANEXO A):A CONDUTA É:
Lactente com tosse, coriza, conjuntivite e exantema macular → suspeitar sarampo, mesmo com vacinação incompleta.
Em um lactente com quadro clínico sugestivo de sarampo (pródromos catarrais, conjuntivite, exantema maculopapular), a investigação laboratorial (sorologia e RT-PCR) é essencial para confirmação diagnóstica, especialmente em cenários de surto ou vacinação incompleta.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada pelo vírus do sarampo. Apesar da existência de uma vacina eficaz, surtos ainda ocorrem, especialmente em populações com baixa cobertura vacinal. Em lactentes, a doença pode ser particularmente grave, com risco de complicações como pneumonia, otite média e encefalite. O diagnóstico precoce é vital para o isolamento e controle da disseminação. O quadro clínico clássico do sarampo inicia-se com um período prodrômico de 3 a 5 dias, caracterizado por febre alta, tosse, coriza e conjuntivite. As manchas de Koplik, pequenas manchas brancas na mucosa bucal, são patognomônicas, embora transitórias. O exantema maculopapular surge após os pródromos, começando na face e atrás das orelhas, e se espalhando centrifugamente para o tronco e extremidades. Diante de um caso suspeito, a conduta diagnóstica envolve a coleta de amostras para sorologia (detecção de IgM anti-sarampo) e RT-PCR (detecção do RNA viral) em secreções de nasofaringe ou urina. A notificação compulsória é obrigatória. O manejo é de suporte, com hidratação, antitérmicos e suplementação de vitamina A. A vacinação é a principal estratégia de prevenção.
Os sintomas iniciais incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite (pródromos catarrais), seguidos pelo aparecimento de manchas de Koplik na mucosa bucal e, posteriormente, um exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha pelo corpo.
A sorologia (IgM) e o RT-PCR são cruciais para a confirmação laboratorial do sarampo, diferenciando-o de outras doenças exantemáticas e permitindo a vigilância epidemiológica e controle de surtos.
A vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. Em lactentes, a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) é geralmente administrada aos 12 meses, mas em situações de surto, pode ser antecipada para 6 meses.
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