HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Menina de 10 anos de idade apresenta febre há 3 dias de 38,5 ºC a 39 ºC, dor no corpo e cefaleia. Há 2 dias com dor abdominal leve e fezes pastosas amolecidas. Apresentou 1 episódio de vômito no início do quadro. Hoje iniciou exantema maculopapular em face e tronco. Ao exame físico, apresenta-se no momento afebril, com boca seca, mucosas coradas, ausculta cardiopulmonar normal, abdome flácido e indolor à palpação com fígado a 1 cm do RCD, perfusão periférica normal. PA: 96 x 60 mmHg, FC: 100 bpm, FR: 20 ipm. Prova do laço: incontáveis petéquias em todo antebraço. Realizada detecção de proteína NS1 reagente.Segundo as orientações atualizadas do Ministério da Saúde, qual é a conduta inicial adequada nesse caso?
Dengue com sinais de alarme (prova do laço +, dor abdominal) → Grupo B → hemograma + hidratação oral hospitalar.
A paciente apresenta sinais de alarme para dengue (prova do laço positiva, dor abdominal), classificando-a no Grupo B. Nesses casos, a conduta inicial inclui a realização de hemograma para avaliar hemoconcentração e plaquetopenia, e hidratação oral supervisionada em ambiente hospitalar, com reavaliação constante.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. Em crianças, a apresentação clínica pode ser atípica e a progressão para formas graves, como a dengue com sinais de alarme ou dengue grave, pode ser rápida. A classificação de risco é fundamental para guiar a conduta e evitar desfechos desfavoráveis. A paciente do caso apresenta febre, exantema, dor abdominal leve, fezes pastosas e, crucialmente, prova do laço positiva e NS1 reagente. A prova do laço positiva é um sinal de alarme, indicando fragilidade capilar e risco de sangramento. A dor abdominal, mesmo que leve, também é considerada um sinal de alarme. Com a presença de sinais de alarme, a paciente é classificada no Grupo B, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. A conduta para pacientes do Grupo B inclui a realização de hemograma (para monitorar hematócrito e plaquetas) e hidratação oral supervisionada em ambiente hospitalar. A hidratação venosa (soro fisiológico 10 mL/kg em 1 hora) é reservada para pacientes do Grupo C (com sinais de choque ou sangramento grave) ou para aqueles do Grupo B que não respondem à hidratação oral ou que apresentam piora clínica. O monitoramento contínuo dos sinais vitais e da evolução clínica é essencial.
Os principais sinais de alarme na dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, hepatomegalia dolorosa, letargia/irritabilidade, hipotensão postural e hemoconcentração.
A prova do laço positiva é um sinal de alarme que indica fragilidade capilar e risco aumentado de sangramentos, classificando o paciente no Grupo B, que requer hidratação oral supervisionada e monitoramento hospitalar.
O hemograma é crucial para avaliar a hemoconcentração (aumento do hematócrito) e a plaquetopenia, que são indicadores de gravidade e auxiliam na decisão sobre a necessidade de hidratação venosa e monitoramento intensivo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo