INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Menina, 7 anos, é encaminhada ao pediatra por baixo rendimento escolar. Nasceu de parto vaginal a termo, Escala de Apgar 9/10, peso = 3.700g. Ao iniciar o período de alfabetização, sua inteligência e rico vocabulário oral foram notórios, entretanto, fez pouco progresso na leitura. Recentemente, começou a reclamar que os trabalhos escolares a deixavam com dor de cabeça, apesar de o exame oftalmológico ser normal. A mãe relata que ela apresenta irritabilidade e agressividade apenas à menção de ir à escola. Exame físico: cooperante, inteligente e curiosa sem alterações clínicas. A hipótese diagnóstica mais provável para esta menina é:
Dislexia = Dificuldade persistente na leitura, apesar de inteligência normal e instrução adequada.
A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizado por dificuldades na precisão e fluência do reconhecimento de palavras e por habilidades de decodificação e ortografia deficientes. É importante notar que essas dificuldades ocorrem apesar de inteligência normal e oportunidades educacionais adequadas, como no caso da menina com rico vocabulário oral.
A dislexia é um dos transtornos específicos de aprendizagem mais comuns, afetando uma parcela significativa da população infantil e adulta. De origem neurobiológica, caracteriza-se por dificuldades persistentes e inesperadas na aquisição da leitura e escrita, apesar de inteligência normal, visão e audição adequadas, e oportunidades educacionais. É um tema fundamental em pediatria e neurologia do desenvolvimento, frequentemente abordado em exames de residência. Fisiopatologicamente, a dislexia está associada a diferenças no processamento fonológico no cérebro, afetando a capacidade de manipular os sons da fala e associá-los a letras. Os sinais incluem dificuldade em reconhecer palavras, leitura lenta e imprecisa, problemas de ortografia e compreensão de texto. A criança pode apresentar frustração, ansiedade e recusa em ir à escola, como no caso clínico. O diagnóstico é clínico e requer uma avaliação multidisciplinar para descartar outras causas e confirmar o transtorno. O manejo da dislexia envolve intervenções educacionais especializadas, com abordagens multissensoriais e fonológicas, adaptadas às necessidades individuais da criança. O apoio psicológico é crucial para lidar com a baixa autoestima e a frustração. O prognóstico é melhor com intervenção precoce e contínua, permitindo que os indivíduos com dislexia desenvolvam estratégias compensatórias e alcancem seu potencial acadêmico e profissional. É vital que pediatras e educadores saibam identificar e encaminhar esses casos.
Os principais sinais de dislexia incluem dificuldade persistente em aprender a ler e escrever, lentidão na leitura, erros de decodificação de palavras, dificuldade em soletrar, e problemas com a fluência. Frequentemente, a criança pode ter um bom vocabulário oral e inteligência normal, mas luta com a leitura.
O diagnóstico de dislexia é clínico e multidisciplinar, envolvendo avaliação psicopedagógica, fonoaudiológica e neuropsicológica. É baseado na observação de dificuldades significativas e persistentes na leitura e escrita, que não podem ser explicadas por deficiências sensoriais, intelectuais ou falta de oportunidade educacional.
A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem que afeta principalmente a leitura e a escrita, enquanto a discalculia é um transtorno que se manifesta por dificuldades significativas na compreensão e manipulação de conceitos numéricos e operações matemáticas. Ambos são transtornos de aprendizagem, mas afetam áreas distintas.
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