Rubéola em Crianças: Diagnóstico e Sinais Clínicos

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020

Enunciado

Menina de 10 anos, dor de garganta e febre baixa há quatro dias, é levada à consulta em razão de ter surgido, há 48 horas, uma erupção discreta, eritematosa, maculopapular e não coalescente na face e, no mesmo dia, ter se espalhado pelos membros inferiores. O exantema diminui de intensidade, mas a menina passou a queixar-se de dor nos joelhos. A mãe não sabe informar corretamente sobre o esquema vacinal. Ao exame físico constatam-se, além do exantema, lesões eritematosas e puntiformes no palato mole, aumento dos linfonodos retroauriculares, cervicais posteriores e occipitais, discretamente dolorosos. Qual o diagnóstico mais provável:

Alternativas

  1. A) Sarampo
  2. B) Escarlatina
  3. C) Rubéola
  4. D) Eritema Infeccioso
  5. E) Doença de Kawasaki

Pérola Clínica

Rubéola: exantema maculopapular + linfadenopatia retroauricular/occipital + artralgia + manchas de Forchheimer.

Resumo-Chave

A rubéola é caracterizada por um exantema maculopapular discreto que se inicia na face e se espalha, acompanhado de linfadenopatia retroauricular, cervical posterior e occipital, além de artralgia, especialmente em adolescentes e adultos. A presença de manchas de Forchheimer no palato mole é um achado clássico.

Contexto Educacional

A rubéola é uma doença viral aguda, geralmente benigna, causada pelo vírus RNA da família Togaviridae. É transmitida por gotículas respiratórias e é mais comum em crianças, embora possa afetar adultos. Sua importância clínica reside principalmente no risco de Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) se a infecção ocorrer durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, levando a malformações graves. O diagnóstico da rubéola é clínico, baseado na tríade clássica de exantema maculopapular discreto (inicia na face e se espalha), febre baixa e linfadenopatia generalizada, especialmente retroauricular, cervical posterior e occipital. Outros achados incluem artralgia (mais comum em adolescentes e adultos) e manchas de Forchheimer (lesões eritematosas puntiformes no palato mole). A história vacinal incompleta ou desconhecida reforça a suspeita. O tratamento da rubéola é sintomático, com repouso e analgésicos/antitérmicos. A prevenção é a medida mais eficaz, realizada através da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que faz parte do calendário vacinal infantil. A imunização de mulheres em idade fértil é fundamental para prevenir a SRC.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos clássicos da rubéola em crianças?

A rubéola em crianças é caracterizada por exantema maculopapular discreto, febre baixa, linfadenopatia retroauricular, cervical posterior e occipital, e, por vezes, artralgia. Manchas de Forchheimer no palato mole também são comuns.

Como diferenciar rubéola de sarampo?

A rubéola apresenta exantema menos intenso e confluente, febre mais baixa e linfadenopatia proeminente, enquanto o sarampo tem exantema mais exuberante, febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik.

Qual a importância da vacinação contra rubéola?

A vacinação contra rubéola, através da vacina tríplice viral, é crucial para prevenir a doença, especialmente em mulheres em idade fértil, e evitar a Síndrome da Rubéola Congênita, que pode causar graves malformações fetais.

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