UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Menina, 8 anos, apresentou quadro de febre baixa, diarreia, hepatomegalia, icterícia, colúria e hipocolia fecal, com aumento acentuado das enzimas hepáticas. Na ocasião, foi feito diagnóstico de hepatite. Cerca de um mês após, ainda apresentava icterícia, prurido, hepatomegalia e elevação de transaminases. A principal hipótese diagnóstica é:
Criança com febre, diarreia, icterícia, colúria, hipocolia e transaminases ↑ → suspeitar de Hepatite A.
A Hepatite A é uma causa comum de hepatite aguda em crianças, especialmente em regiões com saneamento precário. O quadro clínico clássico inclui sintomas prodrômicos como febre e diarreia, seguidos por icterícia, colúria e hipocolia fecal, indicando colestase. A elevação acentuada das enzimas hepáticas confirma o dano hepatocelular.
A Hepatite A é uma infecção viral aguda do fígado causada pelo vírus da Hepatite A (HAV), um RNA vírus transmitido pela via fecal-oral. É uma das causas mais comuns de hepatite em crianças, especialmente em áreas com saneamento básico deficiente. O quadro clínico em crianças pode variar de assintomático a sintomático, sendo que a icterícia é mais comum em crianças mais velhas e adultos. No caso apresentado, a menina de 8 anos com febre baixa, diarreia, hepatomegalia, icterícia, colúria e hipocolia fecal, acompanhada de aumento acentuado das enzimas hepáticas, sugere fortemente um quadro de hepatite aguda. A persistência da icterícia e prurido após um mês, embora possa gerar preocupação, é compatível com o curso autolimitado da Hepatite A, que pode ter uma fase colestática prolongada em alguns pacientes. O diagnóstico é confirmado pela detecção de anticorpos IgM anti-HAV no soro. Para residentes e estudantes, é crucial diferenciar a Hepatite A de outras causas de hepatite aguda em crianças, como outras hepatites virais (B, C, E), citomegalovirose, mononucleose infecciosa e leptospirose. Embora estas últimas possam causar hepatite, o perfil epidemiológico (transmissão fecal-oral) e a evolução clínica (autolimitada, com possível fase colestática prolongada) favorecem o diagnóstico de Hepatite A. A vacinação contra Hepatite A é uma medida preventiva eficaz e faz parte do calendário vacinal em muitos países.
Em crianças, a Hepatite A pode ser assintomática ou apresentar febre baixa, mal-estar, fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, seguidos por icterícia, colúria (urina escura) e hipocolia fecal (fezes claras), além de hepatomegalia e elevação das transaminases.
A transmissão do vírus da Hepatite A (HAV) ocorre principalmente pela via fecal-oral, através da ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes de pessoas infectadas, ou pelo contato direto pessoa a pessoa, especialmente em ambientes com higiene precária.
O prognóstico da Hepatite A em crianças é geralmente excelente, com a maioria dos casos sendo autolimitados e resolvendo-se completamente sem sequelas crônicas. Raramente, pode ocorrer hepatite fulminante, uma complicação grave, mas a recuperação completa é a regra.
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