Tratamento da Membrana Neovascular Sub-retiniana

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Quanto ao tratamento atual de uma membrana neovascular sub-retiniana localizada a menos de 250µm da fóvea:

Alternativas

  1. A) O laser não é efetivo em destruir a membrana
  2. B) O tratamento indicado é a injeção intravítrea de triancinolona
  3. C) Os resultados do tratamento com antiangiogênicos são superiores aos do laser a longo prazo
  4. D) O tratamento indicado é a remoção cirúrgica da membrana

Pérola Clínica

MNV sub-retiniana foveal → Anti-VEGF é o padrão-ouro (superior ao laser e cirurgia).

Resumo-Chave

O tratamento atual de membranas neovasculares sub-retinianas (MNVSR) próximas à fóvea prioriza injeções intravítreas de antiangiogênicos para preservar a acuidade visual central.

Contexto Educacional

A membrana neovascular sub-retiniana é a principal causa de perda visual severa na forma úmida (exsudativa) da degeneração macular relacionada à idade. A localização da membrana em relação à fóvea (subfoveal, justa-foveal ou extrafoveal) dita a estratégia terapêutica. Historicamente, o laser de argônio era a única opção, mas sua aplicação era limitada a lesões distantes do centro. Com o advento dos inibidores de VEGF, o paradigma mudou drasticamente. Atualmente, o tratamento envolve injeções intravítreas periódicas, guiadas por exames de imagem como a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que permite monitorar a atividade da doença e a necessidade de novas doses.

Perguntas Frequentes

Por que o laser não é indicado para membranas subfoveais?

O laser térmico atua destruindo o tecido alvo, o que, no caso de uma localização subfoveal (abaixo do centro da fóvea), resultaria na destruição imediata dos fotorreceptores foveais. Isso causa um escotoma central permanente e perda severa da visão de detalhes. Embora o laser possa destruir a membrana neovascular, o dano colateral ao tecido retiniano funcional torna-o contraindicado para lesões centrais.

Qual o mecanismo de ação dos antiangiogênicos na MNVSR?

Os fármacos anti-VEGF (como Ranibizumabe, Aflibercepte e Bevacizumabe) ligam-se ao fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que é o principal mediador da angiogênese e do aumento da permeabilidade vascular. Ao inibir o VEGF, esses medicamentos promovem a regressão dos neovasos anômalos e reduzem o edema intra e sub-retiniano, permitindo a estabilização ou até a melhora da acuidade visual.

Qual a eficácia a longo prazo dos anti-VEGF comparada ao laser?

Estudos clínicos multicêntricos demonstraram que o tratamento com antiangiogênicos é significativamente superior ao laser e à terapia fotodinâmica a longo prazo. Enquanto o laser apenas tenta limitar a perda visual em membranas extrafoveais, os anti-VEGF conseguem manter ou melhorar a visão na maioria dos pacientes com MNVSR secundária à DMRI, mesmo em localizações subfoveais.

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