Fotocoagulação a Laser na Membrana Neovascular Sub-retiniana

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

A lesão que tem melhor indicação de fotocoagulação com laser de argônio em casos de membrana neovascular sub-retiniana entre as abaixo é:

Alternativas

  1. A) Membrana a 200 µm da fóvea
  2. B) Membrana subfoveal
  3. C) Qualquer lesão atrófica
  4. D) Membrana distando 1.500 µm da fóvea

Pérola Clínica

Laser de argônio em MNSR → Indicado apenas para lesões extrafoveais (>200µm da fóvea).

Resumo-Chave

O laser de argônio é um tratamento destrutivo; sua aplicação é restrita a membranas distantes do centro foveal para evitar escotomas centrais permanentes.

Contexto Educacional

A membrana neovascular sub-retiniana (MNSR) é uma complicação grave de diversas patologias retinianas, sendo a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) a mais comum. Ela consiste no crescimento de vasos anormais a partir da coroide para o espaço sub-retiniano, levando a exsudação, hemorragia e perda visual. Historicamente, o estudo MPS (Macular Photocoagulation Study) definiu os critérios para o uso do laser. Embora a terapia anti-VEGF seja o padrão-ouro atual por preservar melhor a anatomia retiniana, o conhecimento sobre a fotocoagulação térmica é fundamental para entender a evolução do tratamento e as opções em casos de membranas periféricas ou extrafoveais.

Perguntas Frequentes

Por que a distância da fóvea é crucial para o uso do laser?

A fóvea é a região de maior acuidade visual da retina. O laser de argônio atua por fotocoagulação térmica, destruindo o tecido retiniano onde é aplicado. Se aplicado na fóvea ou muito próximo a ela (lesões subfoveais ou justafoveais), causará perda visual central irreversível e escotoma definitivo. Portanto, o laser é reservado para lesões extrafoveais, onde a cicatriz resultante não compromete a visão central direta.

Qual o papel atual do laser de argônio frente aos anti-VEGFs?

Com o advento dos inibidores do fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF), o uso do laser de argônio para membranas neovasculares diminuiu drasticamente. Os anti-VEGFs tratam a causa da neovascularização sem destruir o tecido retiniano sobrejacente, sendo preferíveis para a maioria das localizações. O laser permanece como uma opção em casos selecionados de membranas extrafoveais bem delimitadas ou em contextos onde o acesso a injeções intravítreas é limitado.

Como é classificada a localização da MNSR em relação à fóvea?

As membranas são classificadas como: 1) Subfoveais: localizadas abaixo do centro da zona avascular foveal (ZAF); 2) Justafoveais: localizadas entre 1 e 199 micra do centro da ZAF; 3) Extrafoveais: localizadas a 200 micra ou mais do centro da ZAF. Quanto mais distante da fóvea (como 1.500 micra), mais segura é a aplicação do laser sem risco de dano macular central.

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