CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Quanto ao tratamento atual de uma membrana neovascular sub-retiniana localizada a menos de 250μm da fóvea:
MNVSR subfoveal → Anti-VEGF intravítreo > Laser (preserva visão central).
A terapia anti-VEGF é o padrão-ouro para membranas subfoveais, pois estabiliza ou melhora a acuidade visual sem causar o dano tecidual cicatricial do laser.
A membrana neovascular sub-retiniana (MNVSR) é a principal causa de perda visual severa na DMRI exsudativa. Ela consiste no crescimento de vasos anômalos a partir da coroide para o espaço sub-retiniano, causando hemorragia e edema. Historicamente, o tratamento era limitado ao laser ou terapia fotodinâmica. Atualmente, as injeções intravítreas de agentes anti-VEGF revolucionaram o prognóstico, sendo superiores em eficácia e segurança a longo prazo. O tratamento visa inibir a angiogênese e selar os vasos existentes, minimizando a cicatriz disciforme final.
O laser térmico atua destruindo o tecido neovascular através do calor, o que inevitavelmente destrói também os fotorreceptores sobrejacentes. Se a membrana estiver sob a fóvea (subfoveal), o laser causará um escotoma central definitivo e perda imediata da visão central, sendo reservado apenas para membranas extrafoveais em casos selecionados.
Os fármacos anti-VEGF (como Ranibizumabe, Aflibercepte e Bevacizumabe) são injetados no humor vítreo e bloqueiam o fator de crescimento endotelial vascular. Isso reduz a permeabilidade dos vasos anômalos, diminui o edema retiniano e promove a regressão da membrana neovascular, preservando a anatomia foveal.
Diferente dos tratamentos antigos que apenas retardavam a perda visual, os anti-VEGF permitem que uma porcentagem significativa de pacientes mantenha ou até ganhe linhas de visão. O sucesso depende do diagnóstico precoce e de um regime de manutenção (pro re nata ou treat-and-extend) para evitar recidivas.
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