CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2017
Em relação a membrana de Bruch, assinale a alternativa correta:
Membrana de Bruch = Permeável à fluoresceína + Barreira física entre EPR e coriocapilar.
A membrana de Bruch é uma estrutura acelular de 5 camadas que separa o EPR da coriocapilar, permitindo a passagem de fluidos e nutrientes, sendo permeável à fluoresceína.
A membrana de Bruch desempenha um papel fundamental na homeostase da retina externa. Ela não é uma barreira celular, mas sim uma matriz extracelular complexa. Sua integridade é vital para prevenir a neovascularização sub-retiniana. Clinicamente, o conhecimento de sua permeabilidade é essencial para interpretar exames de imagem como a angiofluoresceinografia, onde o 'efeito janela' ocorre quando há atrofia do EPR, permitindo visualizar a fluorescência proveniente da coroide através da membrana de Bruch.
A membrana de Bruch é uma camada fina e acelular localizada entre o epitélio pigmentado da retina (EPR) e a coriocapilar da coroide. Ela é composta por cinco camadas: a lâmina basal do EPR, uma camada colágena interna, uma camada elástica central, uma camada colágena externa e a lâmina basal da coriocapilar. Sua principal função é atuar como um filtro biológico para a passagem de nutrientes e resíduos entre a retina e a circulação sistêmica da coroide.
Diferente dos vasos da retina, que possuem junções estreitas (tight junctions) formando a barreira hematorretiniana interna, a membrana de Bruch e os capilares da coroide (coriocapilar) são fenestrados e permeáveis. Isso permite que a fluoresceína sódica injetada sistemicamente extravase para o espaço extravascular da coroide e atravesse a membrana de Bruch, sendo bloqueada apenas pelas tight junctions do epitélio pigmentado da retina (EPR).
Na Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), ocorrem alterações estruturais na membrana de Bruch, como o acúmulo de depósitos lipídicos e detritos celulares (drusas). Essas alterações dificultam o transporte de oxigênio e nutrientes, além de predisporem ao rompimento da membrana, permitindo o crescimento de neovasos da coroide para o espaço sub-retiniano, caracterizando a forma exsudativa da doença.
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