CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2017
Sobre a membrana de Bruch, podemos afirmar que:
Membrana de Bruch = interface entre o EPR e a camada coriocapilar da coroide.
A membrana de Bruch atua como a membrana basal compartilhada entre o epitélio pigmentado da retina (EPR) e os capilares da coroide (coriocapilar).
A membrana de Bruch é uma estrutura acelular complexa que separa a retina sensorial e o EPR da coroide. Sua espessura varia com a idade, mas é geralmente muito fina (2-4 micrometros), tornando a alternativa sobre 50 micrometros incorreta. Ela termina abruptamente na cabeça do nervo óptico e na ora serrata. Clinicamente, a integridade da membrana de Bruch é vital. Rupturas nesta membrana (estrias angioides) ou seu espessamento patológico estão associados a diversas doenças retinianas. Ela constitui a lâmina basal externa do complexo EPR-coriocapilar, sendo essencial para a manutenção da homeostase foveal.
As cinco camadas são: 1) Lâmina basal do EPR; 2) Camada colágena interna; 3) Camada elástica central; 4) Camada colágena externa; 5) Lâmina basal da coriocapilar.
Ela funciona como um filtro semipermeável que regula a passagem de nutrientes da coriocapilar para a retina externa e o transporte de resíduos metabólicos do EPR para a circulação coroideia.
Com o envelhecimento, ocorre o acúmulo de lipídios e proteínas (drusas) entre a lâmina basal do EPR e a camada colágena interna, prejudicando a difusão de oxigênio e nutrientes, o que contribui para a patogênese da DMRI.
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