FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
O MELD (Model for End Stage Liver Disease) é um escore prognóstico utilizado para avaliar gravidade de doença hepática. É utilizado para priorizar pacientes mais graves que aguardam transplante hepático em lista de espera. Utiliza como critérios:
MELD = Bilirrubina + Creatinina + INR.
O escore MELD (Model for End Stage Liver Disease) é uma ferramenta prognóstica crucial para pacientes com doença hepática terminal, utilizada para priorizar a alocação de órgãos para transplante. Ele incorpora três parâmetros laboratoriais simples: bilirrubina sérica, creatinina sérica e o International Normalized Ratio (INR), refletindo a função hepática e renal.
O MELD (Model for End Stage Liver Disease) é um escore prognóstico amplamente validado e utilizado globalmente para avaliar a gravidade de pacientes com doença hepática crônica avançada, especialmente cirrose. Sua principal aplicação é na priorização de pacientes em lista de espera para transplante hepático, garantindo que os órgãos disponíveis sejam alocados para aqueles com maior necessidade e risco de mortalidade em curto prazo. A compreensão dos seus componentes e da sua interpretação é essencial para qualquer residente que lide com pacientes hepatopatas. Os critérios que compõem o escore MELD são a bilirrubina sérica, a creatinina sérica e o International Normalized Ratio (INR). A bilirrubina sérica reflete a capacidade do fígado de conjugar e excretar a bilirrubina, sendo um marcador de disfunção hepatocelular. A creatinina sérica é um indicador da função renal, que frequentemente se deteriora em pacientes com doença hepática avançada devido à síndrome hepatorrenal. O INR avalia a capacidade de síntese hepática de fatores de coagulação, indicando a função sintética do fígado. Esses três parâmetros, combinados em uma fórmula logarítmica, fornecem um valor que correlaciona-se diretamente com a mortalidade em 90 dias. É importante notar que, embora o MELD seja uma ferramenta poderosa, ele não é o único fator considerado na avaliação de um paciente para transplante. Outros fatores clínicos, como a presença de carcinoma hepatocelular (CHC) ou outras complicações que não são totalmente capturadas pelo escore, podem adicionar pontos ou alterar a prioridade do paciente. A evolução do MELD ao longo do tempo também é um indicador importante da progressão da doença. Para residentes, dominar o cálculo e a interpretação do MELD é crucial para o manejo de pacientes com doença hepática terminal e para a compreensão do processo de transplante.
O escore MELD é utilizado para avaliar a gravidade da doença hepática crônica e prever a sobrevida em 90 dias de pacientes com cirrose. É fundamental para priorizar pacientes em lista de espera para transplante hepático, alocando órgãos para aqueles com maior risco de mortalidade.
O cálculo do escore MELD utiliza três parâmetros laboratoriais: bilirrubina sérica (reflete a função de excreção hepática), creatinina sérica (reflete a função renal, que é frequentemente comprometida na doença hepática avançada) e o INR (International Normalized Ratio, que avalia a síntese hepática de fatores de coagulação).
Um escore MELD alto indica maior gravidade da doença hepática e um risco elevado de mortalidade em curto prazo. Pacientes com MELD mais alto geralmente têm prioridade na lista de transplante hepático, pois se beneficiam mais urgentemente do procedimento.
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